Para
entrar no clima do lançamento do novo épico A
Odisséia, com direção de Christopher Nolan, uma nova adaptação
cinematográfica do clássico literário de Homero.
Trago
aqui um comentário do clássico épico de fantasia inspirado na jornada heroica
de outro mítico herói da Grécia Antiga, o Jasão em Jasão e os Argonautas (Jason and the Argonauts,EUA,Reino Unido,
1963).
Uma produção britânico-estadunidense que
contou com a direção do britânico Don Chaffey(1917-1990). Cujo roteiro escrito
por Jan Head(1917-2012) e Berveley Cross(1931-1998) foi inspirado no poema
grego de As Argonáuticas de Apolónio
de Rodes (295 a.C-215 a.C) e cuja produção-executiva foi assinada por John
Dark(1927-2015).
Produção
essa marcada pelos efeitos de animações em stop motion das criaturas que contou
com a colaboração de um mestre nessa arte que foi o americano Ray
Harryhause(1920-2013) e com colaboração de Charles H. Schnner(1920-2009) e cuja
trilha sonora foi assinada pelo também americano Bernard Herman(1911-1975).
A movimentação desses bonecos dão um tom
realismo, que dificilmente os atuais recursos mais modernos de CGI conseguiriam
replicar.
Junto a estrutura narrativa de toda a
jornada heroica de Jasão enfrentando todos os maiores desafios, contando claro
com a colaboração da Deusa Hera e seus companheiros argonautas enfrentando
criaturas e feiticeiras.
Cuja
menção ao brilhante elenco vai para o americano Todd Armstrong(1937-1992) na
pele do protagonista Jasão, que mostra um excelente desempenho na sua essência heroica
e destemida.
O seu elenco também conta com a participação da
britânica Honor Blackman(1925-2020), que no filme fez um bom desempenho como a
Deusa Hera que assume a função de ajudar Jasão.
Essa
mesma que no ano seguinte faria a famosa bond girl Pussy Galore no filme 007 Contra Goldfinger(Goldfinger, Reino
1964) o terceiro estrelado por Sean Connery(1930-2020).
Outras
menções ao elenco representando importantes da mitologia grega são: a Nancy
Kovac na pele da Medeia, Gary Raymond como Acasto, Laurence Naismith(1908-1992)
na pele do Argos, Niall MacGinnis(1913-1977) na pele do Zeus, Michael
Gwynn(1916-1976) na pele do Hermes, Douglas Wilmer(1920-2016) na pele do
Pélias, Nigel Green(1924-1972) na pele do Hércules, Patrick Trougton(1920-1987)
na pele do Fineu, Jack Gwillim(1909-2001) na pele do Rei Eetes, John
Cairney(1930-2023) na pele do Hilas e Andrew Faulds(1923-2000) na pele do
Phalerus.
Apesar
dos efeitos especiais se mostrar um tanto datado, pelo menos é uma produção que
mostrava bem ter seu charme e sua qualidade de produção, ainda mais levando em
conta que ele foi lançado no período em que as produções épicas monumentais históricas
e de fantasia estavam entrando em declínio em Hollywood.
Principalmente
depois do fracasso do filme Cleópatra(1963),
estrelado pela estrela Elizabeth Taylor(1932-2011).
Portanto,
essa produção reflete o começo da decadência do subgênero escapista dos filmes
monumentais de fantasia em Hollywood e épicos históricos.







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