sexta-feira, 29 de maio de 2015

ANÁLISE DO FILME "UMA MENTE BRILHANTE"(2001).


No Domingo, 24 de Maio de 2015, mesmo dia que fui ao Shopping Midway Mall conferir ao filme do momento Mad Max: Estrada da Fúria. Também foi o dia em que o mundo acadêmico perdeu um brilhante intelectual como o matemático John Nash que morreu de forma tragicamente acidental quando estava de carona em um táxi na Costa Leste dos EUA acompanhado de sua esposa que também não sobreviveu.






















Em 1994, John Nash ganhou o Prêmio Nobel de Economia por sua grande contribuição acadêmica com a “Teoria dos Jogos”. No entanto, um fator que mais despertou o interesse mundial sobre o matemático, muito mais do que ele ter ganhado um Nobel como um grande benfeitor da humanidade foi o seu drama pessoal em lidar com a esquizofrenia. Um mal que o atingiu por décadas até ele ir aos poucos conseguindo encontrar maneiras de como lidar com  este problema, o tornando um exemplo de superação.  Este seu drama pessoal ficou bem exposto mundialmente principalmente depois que em 2001 foi lançado o filme “Uma Mente Brilhante” o drama biográfico do matemático, dirigido por Ron Howard que contou como base em seu roteiro no livro homônimo da jornalista Sylvia Nasar, publicado em 1998 que ficou a cargo do roteirista, produtor e diretor Akiva Goldsman a função de adaptar os relatos apresentado no livro para o enredo do filme.

E é abordando sobre o filme especificamente que presto minha homenagem a John Nash, mesmo porque desde que foi noticiado na mídia sobre o seu falecimento, o que tem sido bastante destacado e lembrado nas manchetes dos sites principalmente é sempre de algum modo o associando ao filme como do tipo: Morre matemático que inspirou o filme Uma Mente Brilhante (The Beatifull Mind, EUA 2001).*
O filme como já havia antecipado na descrição anterior, contou com a direção e produção de Ron Howard, e foi Akiva Goldsman o responsável por construir o roteiro que foi adaptado do livro biográfico de Sylvia Nasar.  O drama biográfico sobre o gênio da matemática contou no elenco com Russel Crowe como protagonista, que na época já era mundialmente famoso por estrelar o épico Gladiador (2000).  Também contou com Jennifer Connelly no papel de Alicia, esposa do John Nash e Ed Harris e Paul Betany representando a figura das pessoas imaginárias da cabeça do matemático.  Na edição do Oscar de 2002, o filme ganhou quatro das oito categorias em que foi indicado entre eles de melhor filme, melhor roteiro adaptado, melhor diretor para Ron Howard e melhor atriz coadjuvante para Jennifer Connelly.   E contou com a parceria da Universal Pictures com a DreamWorks na distribuição,  irônico pensar que um grande estúdio de animação que muitos leitores podem até associar  a Shrek, lançada então na mesma época tenha ficado responsável por produzir e  distribuir  este excelente filme de arte.

Sem mais delongas vou então descrever qual foi a impressão que este belo filme que retratou  a vida de um brilhante gênio serviu tanto como uma referencia mundial, muito mais do que sua contribuição científica me causou analiso em amplo aspectos como obra-prima.   O filme apresenta  a vida de Nash, já o estabelecendo como  jovem aluno universitário, onde neste momento é apresentado  um pouco de sua maneira bem excêntrica de como elaborava cada cálculo matemático e também de tão envolvido que estava onde até nos momentos de lazer como estando num bar reunido com seus amigos universitários até mesmo na hora  de tentar paquerar falava demais em probabilidades teóricas matemáticas.
Nesta primeira etapa que o filme apresenta da vida de Nash como aluno universitário, é apresentado ainda que de uma forma bem amenizada e sem precisar ser tão didático o gênio da matemática já vai apresentando os seus primeiros sinais de que estava ficando esquizofrênico quando um dia aparece em seu alojamento um suposto novo colega companheiro de quarto que se apresenta como Charles(Paul Bettany) .  Ao mesmo tempo em que também vai apresentando as suas primeiras formulas que serviram de base para ele seguir carreira acadêmica na mesma universidade.
O filme vai se desenvolvendo ao apresentar a etapa dele já estabelecido em sua carreira docente, com a mesma excentricidade de antes é neste momento que os sinais de sua esquizofrenia vão cada vez ficando mais evidente por viver obsessivo numa ideia de conspiração russa contra os Estados Unidos, ainda mais por apresentar o seu forte vinculo com o Pentágono, isto fica claro quando lhe aparece de um suposto agente secreto do Governo Americano William Parcher(Ed Harris)   que o manda prestar serviço sigiloso para a agencia dele, sem fazer a menor ideia de que ele é outra das figuras  imaginárias da cabeça dele.  E como se já não bastasse imaginar duas pessoas imaginarias, aparece então uma terceira pessoa, uma menina acompanhada de Charles que ele a apresenta como sua sobrinha.
Também é nesta passagem do filme que é apresentado Alicia(Jennifer Connelly), sua futura esposa, que inicialmente ela é mostrada  como sua aluna em um momento muito inusitado do filme quando ele entra na sala de aula, e todo excentricamente desajeitado se dirigi a única janela aberta e fecha por causa do barulho de uma reforma do lado de fora. Onde ela aparece chamando a atenção dele abrindo a janela e pedindo carinhosamente aos operários para diminuírem o barulho para eles poderes assistir a aula do Professor Nash.


Sendo neste momento o começo para os primeiros flertes amorosos entre Nash com sua então aluna Alicia que vai se desenvolvendo no começo da paixão dele até virar de fato um casamento.
Dai por diante o filme vai mostrando que os sinais da esquizofrenia estavam ficando mais evidente junto aos discursos que Nash falava sobre conspiração comunista começam então a preocuparem todos ao seu redor.  Ele só vai chegando a esta conclusão depois que durante uma apresentação sua aparecem uns homens que ele pensa serem espiões mandados por Parcher para lhe prenderem quando na verdade eram homens da clinica de psiquiatria do Dr. Rosen(Christopher Plummer) que o mandam para a internação neste lugar. É a partir dai então que o filme entra no foco de apresentar o drama de como ele lidava com a esquizofrenia.  Drama este que o atormentava bastante, quase chegou a comprometer sua carreira docente assim como quase comprometeu sua vida afetiva. Entre umas recaídas e outras o filme vai mostrando ele sabendo como lidar com o seu próprio mal psicológico, consegue volta a exercer a sua função docente até ser concluído com o ganho do Nobel.












Bom o que até  aqui descrevi não chega a ser um spoiler, mesmo porque o filme já foi lançado faz muito tempo então basicamente quem já assistiu dezenas de vezes deve saber que o filme  tem um final excelente, passando uma excelente mensagem de como cada um de nós podemos encontrar caminhos para nos superar.
Fazendo uma análise critica de hoje sobre o filme no aspecto técnico principalmente das oito  categorias em que concorreu  do Oscar de 2002, ele bem merecia ter ganho  em todas, Russel Crowe no papel principal bem merecia ter ganho na categoria de melhor ator, já que da maneira como ele se entrega  ao personagem de uma forma muito minuciosa em cada detalhe e em cada movimento corporal bem fez merecer ter ganho nesta categoria, o que acabou  não ocorrendo. Também concorreu a categoria de melhor edição, mas não ganhou, mas bem merecia pelo excelente e meticuloso trabalho da fotografia e da direção de arte.  Assim como também concorreu a melhor trilha sonora original e não ganhou, mas bem merecia, pois cada música instrumental do filme orquestrada pelo maestro James Horner combina bem para os diferentes climas apresentado em cada cena. Para finalizar sobre as categorias do Oscar em que concorreu, mas não ganhou, está de melhor maquiagem.  Bem merecia ter ganhado nesta categoria em que concorreu principalmente pela maneira como a direção de arte deste filme criou uma excelente composição da caracterização do John Nash envelhecendo onde fez Russell Crowe ficar bem convincente na pele do Nash aparentando nas cenas clímax onde recebe o Nobel ter uns 60 anos de idade, ainda mais ele que na época que tinha se tornado famoso mundialmente após “Gladiador” era ainda bem novo na faixa dos 30 anos, assim como Jennifer Connelly também ficou bem  com a caracterização da Alicia mais velha, mesmo sendo ainda nova na época, mas já com um longo currículo de cinema, e  na época estando numa idade em que estava bem no auge da beleza  conseguiu transpor um tom de veracidade a personagem com esta idade não correspondente a sua idade real graças a maquiagem. O filme pode não ter dado a Crowe, o Oscar de melhor ator, em compensação por este mesmo papel foi premiado na mesma categoria com o Globo de Ouro, o Screen Actors Guild e o BAFTA.  Com relação as quatro categorias do Oscar que ganhou, foi também por um grande merecimento.   Ron Howard mereceu ganhar na categoria de melhor diretor por ter sabido agir de uma maneira muito meticulosa ao apresentar para o público vasto que pouco conhecia  sobre a importância de   Nash como genial intelectual que era mais por este lado mais dramático fazendo com que cada um procurasse refletir sobre os labirintos que a vida nos impõe e como devemos encontrar caminhos alternativos para conseguir superar sem precisar ficar se lamentando. Akiva Goldsman o responsável pela adaptação do roteiro, também mereceu ganhar na categoria de melhor roteiro adaptado, o que com certeza imagino que não deve ter sido uma das tarefas  mais fáceis.
Como nunca havia lido o livro, seria meio hipócrita de minha parte fazer umas comparações um tanto quanto desnecessárias para provar por A+B que o livro é muito melhor que o filme. Eu posso colocar o seguinte raciocínio: se para um cineasta que pensa em transformar um excelente livro de ficção, principalmente se a narrativa for de um romance que é uma clássica obra-prima de um autor célebre ou mesmo um livro que poucos conhecem numa obra-prima do cinema, se já é difícil ao adaptar para as telas as descrições de cada página, de cada capitulo, precisando em alguns momentos agir com frieza para  descartar passagens perfeitamente descritas no livro, mas que na tela poderiam resultar de forma incompreensível ao público, ou mesmo pensando no tempo de duração do filme, cortar personagens dos livros e criar alguns  especificamente para o filme,  e usar um pouco da liberdade poética que tem para criar situações que não tem nos livros mas colocam nos filmes ou mesmo modificar alguns personagens com essências exageradas , principalmente se for por alguma pressão do produtor exigir  que eles tem de serem amenizados,  entre outros fatores, isto também não fica diferente com relação a “Uma Mente Brilhante”.  Ainda mais se pensarmos que o livro cuja   base  serviu para a ideia  do roteiro do  filme trata-se de narrar a história verídica de uma pessoa real como o matemático John Nash.  Então o trabalho deve ter sido mais penoso ainda, com certeza imagino que no livro da Sylvia Nasar há descrições de situações muito controversas que por diversos motivos foi preciso ser não ser incluído no filme, segundo as descrições das fontes que pesquisei para escrever este texto, o filme não apresenta que no momento em que Nash estava em estado bem comprometedor com a esquizofrenia, a sua esposa Alicia e ele entraram com o processo de divorcio em 1963, mas mesmo assim ela continuou o ajudando e acompanhando em seu tratamento.  Passagem esta que nem sequer é mencionado no filme, deve com certeza conter no livro onde curiosamente até a época em que esta sua biografia foi publicado John e Alicia Nash ainda estavam legalmente divorciados, só muito posteriormente ao lançamento do livro que depois viraria filme, é que ele ao garantir para ela que havia conseguido se controlar da doença é que resolveram reatar a união casando-se novamente.  Também imagino que no livro continha umas descrições com teor muito pesado do momento em que estava em total estado delirante, principalmente com algumas palavras pesadas a respeito de pessoas do seu vinculo de convivência, que necessariamente por questão de bom senso ou mesmo para não criar muita confusão para não deixar a trama do filme tão pesada, foi também necessário ficar de fora para assim poder o filme ficar mais suavizado.  Outro detalhe curioso que descobri nas fontes que pesquisei  para este texto,  que no filme também não é mencionado, mas talvez possa aparecer  descrito no livro, é que antes de nascer o único filho da união de John fruto de sua união  com Alicia,  inclusive  no filme é mostrado  que ela ainda estava grávida quando Nash foi para a internação,  ele  já tivera antes um filho fora do casamento que foi fruto do seu  relacionamento com uma enfermeira.  Provavelmente este detalhe tenha ficado de fora do filme, talvez para não ficar tão chocante a ponto de distorcidamente a critica e o público pensarem que ele foi um sacana, um cafajeste com a companheira  que tanto o amava e tanto lhe deu apoio, principalmente para ele enfrentar a  esquizofrenia, o mal que o deixava totalmente fora da realidade.
De todo jeito Akiva Goldsman conseguiu elaborar  um bom roteiro, e que por isso mesmo mereceu levar o Oscar de melhor roteiro adaptado, assim como a Jennifer Connelly mereceu ser premiada no Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante. Ela mostra um brilhante desempenho como a Alicia Nash, a companheira de toda a vida de Nash, até mesmo na morte.  Ela bem apresentou a personagem ao público desde o primeiro momento em que se encontra na sala de aula onde ele está lecionando e ela é apresentada primeiro como sua aluna para depois virar sua esposa.
É principalmente no momento do filme mais dramático do filme onde ela grávida descobre na clinica psiquiátrica onde Nash foi internado ao saber por meio do Dr. Ronsen que ele sofria do mal, que ai ele entrega de verdade a situação dramática de tentar segurar o rojão cuidando de uma criança para nascer com um marido mentalmente perturbado onde ela precisa ficar lembrando constantemente das doses diárias dos medicamentos dele para ter controle.
Os medicamentos que ao conseguirem fazer efeito esperado, também lhe causam como grande efeito colateral uma abstinência sexual, por exemplo, e lhe tirarem a capacidade produtiva.  Situação que fez Alicia chegar a pontos de também se enlouquecer, como na cena em que de tão raivosa que fica grita e quebra o espelho do banheiro. Ela também conseguiu neste filme estar em sintonia ao contracenar com Crowe, mostrando terem  ambos uma excelente química em cena, onde inclusive muitos anos depois ela voltaria a contracenar com ele no ano passado no épico bíblico “Noé”, onde fez o papel da esposa do personagem-título vivido pelo Crowe.  E na parte da maquiagem onde ela ficou perfeita aparentando ficar mais velha, mesmo sendo ainda nova e estando no auge da beleza ela fica bem convincente com a caracterização perfeita da Alicia já idosa, foi bem merecido ela ter levado o Oscar e de melhor filme não tenho como do que descrever a obra primorosa que foi mostrada com uma qualidade e apuro técnico incrível.  Tudo o transformou num filme que merece ser sempre assistido infinitas vezes, por se tratar de uma obra de arte impecável.  Em outros aspectos que posso elogiar bastante que não destaquei outros parágrafos e vou descrever aqui é na  fotografia do filme perfeitamente incrível, principalmente nos efeitos especiais  dos enquadramentos da visão da sua leitura em forma de códigos,  onde podíamos nos proporcionar um brilho tanto nas leituras alfabéticas quanto nas leituras em numerais.  
Destaquei aqui do elenco, o brilhante desempenho do Russell Crowe no papel principal e da Jennifer Connelly como a Alicia que de todo o elenco foi a única premiada no Oscar,  também dou destaque ao brilhante desempenho mostrado por Paul Betany como o Charles, o amigo invisível de John Nash. Ele trabalhou bem a personalidade de um cara que só existe na cabeça de alguém, e que quando Nash o ignora fica completamente irritado, de uma forma bem convincente.  Este papel renderia futuramente bons louros em Hollywood.  Ele posteriormente voltaria a trabalhar com duas pessoas importantes do filme. Voltaria a trabalhar junto com Russell Crowe em “Mestre dos Mares-O Lado Mais Distante do Mundo”(2003) e  com o diretor do filme Ron Howard o escalaria posteriormente para o papel do Monge Silas em “O Código DaVinci”(2006).  Ele que ultimamente vem trabalhando em produções da Marvel Studios como a voz do J.A.R.V.I.S  e no recente  “Vingadores-Era de Ultron”  ele foi o Visão.  Também destaco o brilhante desempenho do veterano Ed Harris no papel do William Parcher, o imaginário agente secreto do Governo Americano, que vive enchendo a cabeça dele de paranoia.  Além de mostrar um desempenho brilhante desse ser imaginário, ele também aparece impecavelmente bem vestido com direito a um charmoso chapéu que cria no personagem bem um tom de gangster de filme noir.  E para  o também veterano Christopher Plummer  esteve ótimo no papel do Dr. Rosen, aproveitando bem o tempo de presença do personagem  que cumpriu aquela função mais didática de como especialista na psiquiatria explicar para o público o que é a esquizofrenia,  ele neste papel convenceu bem como um profissional que domina o assunto.  Para encerrar, destaco aqui os ótimos detalhes datados de cada cenário apresentado no filme vai indo de acordo com o que vai desenvolvendo ao apresentar as diferentes etapas da vida de Nash, os figurinos também são outro detalhe a parte somados a tudo mais e um pouco do que foi trabalhado neste filme.
Fiz este texto com o intuito de prestar uma singela homenagem ao John Nash, ele que não foi só um gênio da matemática, a ponto de revolucionar com uma teoria que lhe rendeu um prêmio em uma área que mais mexe com matemática como a economia, como também foi um herói na vida, principalmente com uma doença psíquica que faria ele perder completamente a noção da realidade.  O filme soube cumprir bem o dever de apresentar, transmitir e sensibilizar  o que é a esquizofrenia para o público bem diversificado, de uma maneira que talvez nenhuma campanha de caridade representado por ONGs jamais conseguiriam com suas publicidades na mídia.  E o filme “Uma Mente Brilhante” tocou bem neste ponto de uma maneira bem peculiar. Um filme de arte incrível que merece ser infinitas vezes apreciado para a gente  buscar refletir sobre a vida e seus percalços.
Para encerrar uma bonita frase de John Nash:
“É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada. Você é a razão de eu estar aqui hoje, você é a razão de eu existir, você é todas as minhas razões.”**
JOHN FORBES NASH JR.
N.13/06/1928
F.23/05/2015.

terça-feira, 26 de maio de 2015

ANÁLISE DO FILME MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA


Domingo, 24 de Maio de 2015, fui assistir ao filme “Mad Max-Estrada da fúria”.  Um excelente filme de ação que eu conferi em 3D numa poltrona D-Box na sala do Cinemark do Shopping Midway Mall.

Confesso que fui assistir ao filme sem muita expectativa, sei que basicamente a trama trata-se de apresentar uma nova versão cinematográfica inspirada na clássica trilogia de ação dos 1980 que foi estrelado pelo Mel Gibson.


















 

Assim nesta minha análise do filme, não vou colocar nenhuma comparação com a trilogia  clássica mesmo porque, quem dirigi  este filme é o australiano  George Miller.  Que também foi o cabeça por trás da consagrada trilogia original  lançada há exatos 30 anos.

Pelo que sei da trilogia clássica com Mel Gibson como protagonista do Mad Max, pois quando moleque eu assisti bastante quando passava na TV. Me lembro vagamente que a trama apresentava a visão de  um mundo do futuro pós-apocalipcto desértico, onde tamanha era a escassez de água e alimentos geral, que a humanidade sobrevivente passava a viver no limite da convivência pacifica e civilizada  para usufruir disso. O único meio de transporte que restou para se deslocar para lugares distantes foram os veículos, e os poucos que podem usufruir disso tinham que estarem vinculado a alguma facção para procurarem um outro artigo raro naquele mundo para manter os carros funcionando que é a gasolina.  Todo que seja liquido era visto como uma preciosidade naquele mundo escasso de tudo, o que terminava por gerar alvo de cobiça entre as facções de automóveis que passaram a ser as sociedades de castas neste ambiente.

 

É nesta mesma pegada que o filme atual mantém a mesma essência da trilogia original, mostrando agora o herói Max Rockatansky na pele de Tom Hardy( o mascarado Bane de “Batman-O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), sendo aprisionado por uma facção. E do momento em que ele é aprisionado ele passará por toda a sua jornada para tentar se libertar e lutar por sua sobrevivência e não ser outra vez aprisionado.












 

O filme conseguiu me surpreender e me impactar  bastante pelas brilhantes cenas de ação, George Miller neste filme soube bem aproveitar dos recursos de agora que não tinha 30 anos atrás para fazer brilhantes cenas de explosões e outras um tanto inverossímeis de acontecer na realidade que proporcionam um show a mais no espectador, um recurso tipicamente denominado na linguagem dos críticos  de licenças poéticas.

O roteiro basicamente pelo que pude avaliar achei legal, bem bacana, Miller soube bem  como manter com coerência a essência da abordagem de sua clássica trilogia mesmo que não apresente nenhuma inovação.  Se formos avaliarmos que a temática do mundo no futuro pós-apocalíptico já é algo que Hollywood já vem debatendo constantemente principalmente depois dos debates constantes do aquecimento global, criando prováveis ideias de como seria social das pessoas que sobrevivem em um mundo de escassez total, uma ideia que na época em que a versão clássica de Mad Max foi lançada aquilo era visto como uma realidade improvável  de acontecer.  

E neste aspecto parece que Mad Max se mantem bem atual ao debater esta ideia filosófica de como deveremos viver em um mundo completamente sem nada.










 


















 

Como já havia adiantando sobre a parte técnica do filme, achei que o George Miller soube como aproveitar os recursos disponíveis na atualidade para proporcionar um filme muito show.  A começo pela brilhante cenografia do deserto do filme que em grande parte foi filmado no deserto da Namíbia, pais do continente africano cuja locação de filmagem fez a equipe penar por quase dois anos para ser concluída, as primeiras filmagens haviam começado em Julho de 2012, com previsão de estreia para 2014,  mas devido a alguns contratempos no local  que a produção teve de encarar e precisaram fazer novas filmagens  então por causar disso houve mais de  um ano de adiamento da produção.  Que de certa forma compensou no resultado final, como já descrevi acima, a cenografia do deserto serviu bem como pano de fundo para manter a essência da temática que hoje já é cinquentão ou sessentão era jovem quando acompanhou a versão clássica de Mad Max vai com certeza de muitas coisas inovadoras. Assim como a locação do deserto combina bem com sua proposta junto a perfeita fotografia com uma iluminação que simboliza bem a ideia de clima escaldante do filme.  Combinado com os brilhantes tons de maquiagens perfeitas que simbolizam bem a ideia dos motoqueiros do deserto viverem na precariedade imunda e promiscua pela escassez de água com o figurino também perfeito que mesmo aparecendo um tanto espalhafatosamente carnavalesco simboliza bem a ideia de vida primitiva,  selvagem e hostil do mundo pós-apocalíptico  sem água assim como carrega cenas impressionantes das perseguições entre os carros tem uns caras fazendo malabarismos circenses  e num caminhão um cara tocando guitarra que solta fogo que podem tornar-se um dos momentos mais icônicos já apresentados no filme. O elenco é brilhante, dos que posso aqui destacar são o Tom Hardy  como protagonista está perfeito, mostrando bem o lado de herói brutamonte dele, tirando o fato dele passar boa parte do filme com uma máscara em forma de tridente isso não chega a prejudicar sua performance ao contrário da máscara metálica do Bane de “Batman-O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, assim como a Charlize Theron está perfeita no papel da Furiosa tanto na maneira como ela incorpora bem sua personalidade durona assim como na brilhante caracterização  com um cabelo todo encurtado, um braço metálico e se maquinando de graxa na testa para criar um tom  de machona badass na personagem e o Nicholas Hoult, que muitos devem como o Fera da nova franquia dos filmes de “X-Men”, está ótimo no papel do Nux , um soldado suicida daquele  mundo que acredita que tirando sua própria vai viver na Vahalla, para quem não entendeu do que ele estava se referindo eu explico agora em um tom um tanto didático é o seguinte:  na crendice antiga dos povos nórdicos, civilizações que viviam em lugares gelados do Norte da Europa,  o Vahalla era um lugar onde os deuses de Asgard haviam preparado para receber os mortos, a maioria guerreiros em combate  sendo acompanhada pelas deidades femininas das  Valquírias. A ideia deles se referirem ao Vahalla naquele ambiente escaldante do deserto , pode gerar uma forte inverossimilhança, mas no entanto servem para entender a loucura de que eles querem tirar a vida sendo movido pela lavagem cerebral de um líder totalitário daquele ambiente.    As perseguições que geram tensão sentado na poltrona D-Box que faz cadeira mexer, por isso mesmo  foi uma das coisas mais sensacionais que já vi. Como já descrevi  este filme conseguiu me surpreender e me impactar por apresentar uma sensação da qual eu não esperava nada realmente.  E recomendo conferir principalmente para quem gosta de muita ação e velocidade ele vale a pena pelo ingresso.

terça-feira, 5 de maio de 2015

ANÁLISE DE VINGADORES-ERA DE ULTRON(2015)





 
Na noite de Quarta-Feira, 29 de Abril de 2015, finalmente fui conferir ao tão aguardado “Vingadores-Era de Ulton”.  A minha tremenda expectativa quanto ao  filme era grande ainda mais depois que no final de Outubro de 2014 foi apresentado o trailer vazado mostrando alguns trechos com  spoilers do filme.   Era para eu conferir esta mesma sessão do filme no Domingo, 26 de Abril, meu aniversário no Cinemark do Shopping Midway Mall  aqui de Natal/RN, mas como todas as sessões estavam esgotadas resolvi então comprar o ingresso para a mesma sessão na Quarta-Feira, onde vivenciei a incrível sensação de comprar numa poltrona D-BOX que se movimenta de acordo com a cena e em 3-D sendo um pouco mais caro, em compensação promoveu uma ótima sensação.
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Posso descrever que o filme se mostrou para mim bastante volumoso tendo umas duas horas de duração. Superou as minhas  expectativas, respondeu a algumas dúvidas que eu tinha assim como era muito comentado e especulado nos sites especializados mas também me despertou algumas dúvidas.

A descrição abaixo deve conter alguns spoilers, portanto recomendo parar por aqui a leitura ou se você não se importa então continue por sua conta e risco.

Começarei descrevendo que o filme tem inicio a partir do momento em que os seis componentes já estabelecidos da equipe apresentados no primeiro filme, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Viúva Negra, Gavião Arqueiro e Thor estão no país fictício do Leste Europeu chamado de Sokovia, onde fica localizado o Castelo do Barão Von Stucker, este personagem que para quem assistiu a Capitão América-O Soldado Invernal(2014)  deve se lembrar que ele apareceu numa cena adicional entre os créditos em um lugar secreto  de pose do Cetro  de Loki com uma Joia do Infinito e tendo como prisioneiros  Mercúrio  e Feiticeira Escarlate.

Pois então é justamente neste lugar que eles enfrentarão uma nova missão conjunta de enfrentar Von Strucker e seu exercito.

Quem ainda carrega fresco na memória os eventos de Capitão América-Soldado Invernal vai perceber logo de cara que a maneira como os heróis lidam neste filme são as consequências de como a HIDRA havia se infiltrado na SHIELD e com isso a agencia terminou com a sua reputação abalada diante da opinião pública do Governo Americano levando então a extinção desta.  

Pude sentir desde o trailer vazado até os posteriores editados entregando muitas cenas importantes do filme, por esse motivo descrevi logo no inicio que ele carregava os spoilers,  apresentando que a trama deste filme  poderia carregar  um teor  sério ficando bem mais “adulto” do que em relação ao primeiro lançado em 2012, que foi um grande fenômeno com um teor mais cômico ficando em alguns momentos bem infantilizado.


















 

 

Bom este realmente tem um tom mais sério, mas também sabe como amenizar com pitadas cômicas nos diálogos que apesar de parecerem bem forçados em algumas cenas dão aquele tom mais suavizado, seguindo a formula dos quadrinhos.

Como já descrito no parágrafo anterior este filme apresenta como grande diferencial em relação ao primeiro Vingadores além de conter um tom equilibrado entre o humor e a seriedade, pois o primeiro estava apresentando como cada um foi recrutado pela SHIELD para formar esta equipe.


 

















O primeiro soube trabalhar bem o tempo de cada personagem sem necessariamente demorar muito em apresentar cada membro. Indiretamente todos já tinham sido recrutados pela SHIELD como mostrados nos eventos dos filmes compartilhado da Primeira Fase do Universo Marvel no Cinema foi assim com o primeiro Homem de Ferro(2008)  que apresentou  bem ao público diverso  qual era a essência da ideia da Marvel num personagem que  até mesmo para os fãs marvetes ele não simbolizava  uma maneira cativante  de criar uma  forte identificação com o personagem  pelo fato dele na vida civil ser representado pela figura de  um homem experiente  nascido em berço de ouro que vivia uma vida glamourizada de playboy milionário egocêntrico  dono de uma grande indústria tecnológica e que tinha um fraco por uma boa bebida,  que era um grande fabricante de armas pesadas sem pensar nas consequências negativas daquilo.  Ele só teve o choque de realidade quando estava no Afeganistão e lá sofreu um atentado cujos terroristas usavam armamentos de autoria de sua indústria e percebeu que sua própria criação  poderia se rebelar para ele.  Foi lá  que ele teve o seu peitoral perfurado pela explosão causada pela sua criação e consequentemente será no cativeiro onde é mantido refém pelos terroristas que ele vai criar o protótipo de sua armadura. Enquanto que neste filme apresenta ele vai descobrindo a participação direta do Obadiah Stane seu velho sócio, o primeiro filme apresentou ainda que discretamente  as pistas para a ideia dos Vingadores, como a presença do Agente Coulson da SHIELD e de Nick Fury na cena pós-crédito na Mansão Stark o esperando para falar da Iniciativa Vingadores. O mesmo também  ocorreu quando no mesmo ano foi lançado O Incrível Hulk, onde enquanto na história mostrava Bruce Banner fugindo das tropas do General Ross, e lida com a sua versão genérica do Abominável numa cena pós-credito também apresentou uma pista para Vingadores quando numa cena pós-credito vimos Tony Stark falando com o General Ross sobre a Iniciativa Vingadores.  Já foi mostrando ainda que de forma discreta a preparação do terreno para Vingadores.

 













 

Em 2010,  quando foi lançado Homem de Ferro 2, as pistas que mostravam o terreno que a Marvel vinha preparando a ousada ideia para Vingadores estava ficando evidentemente explicita porque neste filme enquanto o Tony mantinha o perfil egocêntrico e  autoconfiante de antes ele também lida  com as ameaças de Justin Hammer e Ivan Vanko com os chicotes elétricos  e usando uma armadura sendo uma fusão de Chicote Negro e Dínamo Vermelho, símbolos do período da Guerra Fria. Os sinais que deixaram mais explícitos  a preparação do terreno para o primeiro Vingadores foi porque  neste Homem de Fero 2 eles além de apresentarem Tony Stark interagindo mais com Coulson e Nick Fury,  também apresentou  a Viúva Negra já estabelecida como uma agente da SHIELD, que ironicamente no primeiro quadrinho que ela apareceu  foi no Homem de Ferro ele tinha sido uma  espiã soviética  da agência inimiga dos americanos, a KGB, sendo  mais uma representação do temor da Guerra Fria assim como o Dínamo Vermelho. Ele também mostrava  uma pista para Capitão América-O Primeiro Vingador numa cena onde Coulson na mansão de Stark mostra um escudo surrado do Capitão América o que já era um easter egg e também para Thor na cena pós-crédito mostrando o Agente Coulson saindo do seu carro na região desértica  do Novo México onde ele liga informando que achou em uma cratera um objeto misterioso, um easter egg se referindo ao Martelo Mjorlnir que foi onde passaria toda a trama do primeiro Thor.

Em 2011 quando foi lançado Thor e Capitão América-O Primeiro Vingador, Thor tinha como elemento mais evidente o fato de ter como primeiro vilão a enfrentar o Loki.  O Deus do Trovão  que representava bem o universo da divindade mitológica da antiga civilização nórdica  neste filme que carregava todo um cenário fabular, foi apresentado neste filme  como o príncipe  guerreiro filho de Odin, e futuro sucessor do trono de Asgard,   que apresentava um perfil bem explosivo e imaturo a ponto de seu pai bani-lo de Asgard e ele terminar indo parando na Terra, caindo justamente na região desértica do Novo México, onde sai de um tornado justo no momento onde estavam presentes a equipe  cientifica da Dra.Jane Foster  acompanhada do Dr. Erik Selvig e da Dra. Darcy Lewis.  O primeiro Thor apresentou bem ao público os ganchos mais evidentes para atrair a plateia para Vingadores, fora ter a presença de Loki como a ameaça central da história que se aproveitou da situação em que Thor foi banido por desobediência com um teor um pouco cheio de didatismo para usurpar o trono de Asgard, Thor aqui na terra terá de lidar com os agentes da SHIELD, chefiados por Coulson outro elemento importante  nos dois Homens de Ferro também presente neste  filme, que tenta investigar o que levou a presença do seu martelo. O filme também apresentou uma ponta do Gavião Arqueiro como um agente da SHIELD apontado a flecha para o Thor.  Ele seria a peça importante para o primeiro vingadores assim como a presença de Loki, e também de Selvig, quando o filme apresentando Loki estando supostamente morto, numa cena pós-credito é apresentado um momento que deixou bem evidente a proposta para Vingadores por mostrar o momento em que o Dr.Selvig vai até o esconderijo se encontrar com Nick Fury e lá o próprio  apresenta uma das Joias do Infinito, o Tesseract, objeto que será a grande cobiça de Loki que aparece neste momento sem ser notado já despertando o desejo de querer se apoderar daquela Joia super poderosa. E por fim, com Capitão América-O Primeiro Vingador, filme inspirado no Sentinela da Liberdade, que foi a publicação da Marvel Comics na época em que se denominava  Timely Comics no ano de 1941 durante os conflitos da Segunda Guerra Mundial .  O filme apresentou ao público durante o cenário datado dos anos 1940 como Capitão América surgiu neste momento importante da história e como ele enfrenta o Caveira Vermelha e sua HIDRA  de pose justamente do Tesseract.



























Dessa maneira então pode se dizer que  eles serviram  bem para atrair a plateia para aquele fenomenal primeiro filme. Já que o filme começa apresentando Loki invadindo o local secreto  da SHIELD, rouba o Tesseract  e o usa para abrir o portal a mando de Thanos o que vai deixando evidente  na cena adicional apresentada entre os créditos. Para trazer o exercito Chitauri para causar o caos destrutivo da Terra em Nova York. Já apoderado daquele objeto ele faz do Dr. Selvig  e do Gavião Arqueiro os seus servos, com Nick Fury os comparando aos Macacos Voadores da Bruxa Malvada do Leste  do clássico do cinema  “O Mágico de Oz”(1939).  Foi naquele momento em questão que o filme foi mostrando todos os heróis já bem apresentados sendo recrutados para aquela missão. Coulson foi atrás do Tony Stark em seu prédio acompanhado de sua linda secretaria particular Pepper Potts  para ser recrutado para a missão, prédio no filme atual serve de abrigo para a equipe. Nick Fury vai atrás Steve Rogers, que após passar 70 anos adormecido no gelo participa de sua primeira missão naquele mundo moderno. E o Hulk aparece sendo recrutado pela Viúva Negra quando estava em uma região da Índia trabalhando como médico. Quanto ao Thor, ele só vem a dar as caras um  pouco mais para frente na cena em que Loki estava sobrevoando em um avião da SHIELD após este ser rendido quando estava em Berlim para trazer o terror.  Foi neste momento que Thor aparece e começa a fazer o seu acerto de contas com o seu irmão.  Dessa forma foi então que aquele primeiro Vingadores se transformou  num sucesso grandioso.














 

Este segundo “Vingadores-Era de Ultron” segue num ritmo que se reflete de uma forma ainda as consequências do primeiro,  do mesmo modo  como descrevi que ele começa já refletindo as consequências dos eventos apresentados em Capitão América-O Soldado Invernal, onde o Sentinela da Liberdade depois de saber que tudo na SHIELD girava  em torno de mentiras, o que contrastava com os ideais dos valores  que ele  pregava, também posso colocar que os outros heróis do grupo apresentam um reflexo ainda do que aconteceu na Batalha contra o exercito Chitauri em Nova York. Tony Stark  neste filme é quem fica responsável por financiar a equipe depois que a SHIELD ficou  comprometida, quem acompanhou “Homem de Ferro 3”(2013), que apesar de não entrar na cabeça de muita  gente a ideia deles transformarem um vilão com poderes místicos como Mandarim na figura de um suposto terrorista islâmico que fazia  ameaças constantes em vídeos  que no fundo não passava de um farsante que agia como marionete de Aldrich Kilian e seu exercito de Extremix, fora a gafe dele falar publicamente o seu endereço para o inimigo. Ainda assim, de certo modo serviu bem para mostrar a consequência que o levou a ele mesmo bancar os Vingadores, já que após ficar com sua mansão totalmente destruída ele passa a morar no prédio que serve de abrigo também para os Vingadores.  O milionário playboy apresentado neste Homem de Ferro 3 apresentou não ter mais aquela essência do velho autoconfiante de sempre. Pois em alguns momentos é apresentado ele entrado em constantes crises nervosas  depois que ficou entre a vida e a morte ao entrar no portal  e soltar um míssil no espaço que serviu para destruir todas as naves Chitauris em Nova York.  Da forma como aconteceu a destruição de sua mansão serviu de pontapé para se refletir bem no porque dele assumir esta função na equipe assim como o Thor neste filme apresenta um reflexo dos eventos de “Thor-O Mundo Sombrio”(2013 )  onde apresentou do ponto dele trazendo Loki para Asgard onde é julgado pelas consequências do que ele provocou na Terra, e termina sendo aprisionado.  Depois aparece o Malekith, uma antiga ameaça milenar que após séculos adormecido é despertado sem querer no momento que  a amada terrena de Thor, a Dra. Jane Foster pegar o Eter que forma uma das Joias do Infinito.  E as consequências sobre a ameaça refletem muito na maneira como Thor é apresentado neste filme atual dos Vingadores, porque depois derrotar Malekith com a ajuda de Loki, ele resolve abrir mão do Trono de Asgard e dessa forma a viver mais na Terra colaborando na missão da equipe.  E a Viúva Negra neste filme também apresenta um perfil bem mudado em consequência do reflexo  dos acontecimentos de Capitão América-Soldado Invernal,  na sua primeira aparição em Homem de Ferro 2 e no primeiro Vingadores ele estava vinculada como espiã da agencia,  já em “Era de Ultron” eu  pude sentir que ela passa apenas a trabalhar para os Vingadores, depois  SHIELD  ficou  com a imagem arranhada.

 

 

Depois desta longa introdução, vou então descrever especificamente sobre as sensações boas  e também as desagradáveis que este filme me proporcionou em relação as dúvidas que eu tinha sobre alguns recheios de personagens ou mesmo sobre possibilidades de haver algumas pistas que pudessem preparar o terreno para alguns dos catálogos da cronologia da Fase 3.

Começarei falando do meu  receio em relação a presença dos gêmeos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, a respeito de qual maneira eles seriam apresentados no filme,  como mutantes seria impossível em consequência da delicada situação judicial que a Marvel Studios enfrenta por causa dos direitos de adaptação dos seus personagens serem muito divididos entre Fox e Sony e neste sentido os dois são os únicos que  aparecem figurando  como aqueles que ficam em cima do muro.

















 

Como eu já esperava que pudesse mesmo acontecer, eles não são apresentados nem como mutantes, nem tanto Inumanos como muitos sites especulavam numa tentativa de servir de gancho para o filme atrair a plateia no filme destes que está incluído no pacote da cronologia  da Fase 3, mas sim de Aprimorados que adquiriram o poder por meio do Cetro de Loki.  Como eu também já podia esperar da presença deles neste filme é o fato de não ser mencionado a paternidade deles com Magneto, também não é citado os vínculos deles com a Irmandade dos Mutantes,  também não explica a respeito dos dois terem sido adotados por um casal de ciganos.  A maneira como é apresentado e explicado sobre a origem deles é dada de maneira indireta com a equipe se utilizando dos velhos macetes da SHIELD  de investigar por meio dos seus arquivos de registros, é apresentado que os dois nasceram que Pietro(Aaron Taylor-Johnson) e Wanda Maximoff(Elizabeth Olsen)  eram naturais de Sokovia e haviam ficado órfãos dos pais ainda crianças em um acidente de terremoto se não me falhe a memória.  Uma maneira bem convincente de tentar apagar o imenso buraco de roteiro que alguns dos fãs marvetes poderiam não perdoar.

 

Logo de cara a trama já começa apresentando os dois presos no Castelo do Barão Von Stucker em Sokovia, que é onde os Vingadores começam justamente lá enfrentando as suas tropas para impedir ele de usar o Cetro de Loki.  Logo depois ainda nesta passagem inicial, vemos os dois aproveitando da confusão para fugir, como  eu já imaginava que podia acontecer, como o primeiro trailer bem apresentou, eles quando tem o primeiro encontro com os Vingadores não resolvem ainda compor a equipe, passam boa parte do tempo do filme os encarando. A Feiticeira Escarlate foi a que mais me surpreendeu porque mostrou ter sido bem  aproveitado as suas incríveis habilidades mágicas, a todo momento é ela quem rouba as cenas. Quanto ao Mercúrio pude sentir que ele ficou bastante apagado no filme, talvez pelo fato da produção temendo mais problemas quanto a briga judicial com a Fox que já havia utilizado o Mercúrio em “X-Men:Dias de um futuro esquecido”(2014) onde o personagem vivido por Evan Peters surpreendeu a muita gente mesmo tendo só aparecido numas poucas cenas, cujo momento mais surpreendente ele corre numa câmera lenta em uma cena incrivelmente show.  Talvez por isso mesmo eles não conseguissem trabalhar tão bem o Mercúrio como podia. Pelo que pude sentir o Mercúrio neste filme ficou apenas para servir de enfeite como reforço para a irmã.  Falando neles eu também destaco a ótima interpretação do Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen como os gêmeos em conjunto, apresentando um bom entrosamento com já haviam mostrado quando já haviam contracenado antes em “Godzilla”(2014) onde fizeram  um casal.  Elizabeth Olsen brilhou como a Feiticeira Escarlate do inicio ao fim principalmente quando ainda neste momento inicial do filme ela se utiliza dos poderes psíquicos para causar alucinação em quatro dos seis vingadores.







































 

Dentre os afetados pelo seu poder mental de alucinação está Tony Stark(Robert Downey Jr.) que ao ser atingido por aquele seu feitiço  tem uma visão distorcida tanto do futuro quanto do passado,  ele no caso sob o efeito desse feitiço da Wanda no qual é atingido na cena onde entra no laboratório de Strucker e lá se depara com o protótipo do Ultron ele fica todo atormentado ao ver o esqueleto do Tiranossauro Rex se movimentar ali, no momento aparece o minhocão  do exercito Chitauri e em seguida ele fica espantado ao se deparar com todos deitados no chão e ensanguentado numa rocha e com o escudo do Capitão América completamente surrado simbolizar alguma situação profética sobre os rumos da equipe.  Neste filme ele também apresenta o perfil do homem inseguro do seu terceiro filme solo.  Já Steve Rogers(Chris Evans) ao ser atingido pelo feitiço de Wanda, tem uma visão cheia de alucinação se imaginando retornando a 1945,  indo num baile para comemorar a vitória americana na Segunda Guerra Mundial junto com alguns companheiros, onde alguns deles aparece deitado e ensanguentado e aparece a sua amada Peggy Carter o chamando para dançar como ele o havia prometido.  Já Thor(Chris Hermsworth)  ao ser atingido tem a visão de sua Asgard caótica  e onde  Heimdall(Idris Elba) aparece nesta sua alucinação para responsabilizá-lo por ter abandonado Asgard,  o que pode significar  que  a Marvel mostrou para o público neste filme  uma ideia de como será a abordagem de Thor: Ragnarök, o terceiro e provavelmente último filme solo  inspirado no Deus do Trovão que está nos catálogos da Fase 3 da Marvel Studios previsto para 2017.  E por fim também posso destacar que naquele momento, outro vingador também atingido  pelo feitiço da Wanda foi a Natasha(Scarlett Johansson), posso descrever que foi neste momento quando  ela foi atingida pelo poder mental dela, porque me esclareceu uma grande  dúvida que apareceu desde que o trailer vazado soltou um spoiler apresentando uma cena de bailarinas podendo estar ligados  a ela, significando uma pista de que o filme iria explorar o seu  passado pouco conhecido. E foi justamente o que aconteceu, só pelas imagens deu para deduzir para a maioria do público que a acompanhou mais no cinema a partir de Homem de Ferro 2, e nunca havia lido algum arco de quadrinho com a participação importante dela  pôde então sentir o quão duro e puxado foi  treinamento que ela passou nos tempos de URSS.  Da maneira como eles exploram o passado da Viúva Negra, por um lado me esclareceu a dúvida que eu até então tinha  a respeito das bailarinas no trailer vazado,  em compensação por outro lado me gerou uma forte dúvida se provavelmente eles vão fazer um filme solo da Viúva Negra numa futura Fase 4 da Marvel  no cinema como há tempos isto vem sendo especulado.  O filme também apresenta um momento importante de Tony resolvendo levar Ultron para a Torre dos Vingadores.

É lá que junto a Bruce Banner(Mark Rufallo) , eles tem então a ideia de criar uma inteligência  pegando os dados do Jarvis.  É nesta situação que o Ultron (Na voz de James Spader)  tem todo o desenvolver da sua personalidade naquele curto  espaço de tempo  onde teremos a partir de então algumas situações bem rocambolescas levados ao longo  das duas horas volumosas de duração do filme.  Como eu já esperava que podia acontecer, é que a presença do Barão Von Strucker seria mesmo secundária, ele foi uma peça importante para levar até Ultron  e ele então termina morrendo misteriosamente.  Ultron aparece na famosa cena mostrada no trailer onde a equipe na Torre dos Vingadores após passar o momento de descontração ele usa então da frase do Pinóquio para impor autoridade, como um ser artificial cujas ideias são bem totalitárias.






















 

Como eu já vinha deduzindo no filme pelo que eu também já tinha visto no trailer vazado já apresentou que os gêmeos seriam aliados do Ultron, depois que ele dá as caras, fora também que tive esclarecidos quanto as minhas dúvidas a respeito da presença de Andy Serkis que repercutiu e muito quando houve o trailer principalmente por ser a primeira vez que ele aparece de cara limpa, ele sendo especializado em fazer  personagens produzidos em computação gráfica com captura de movimento como o Gollum na trilogia de “Senhor dos Anéis”, ou o Cesar de “Planeta dos Macacos-A Origem” e “Planeta dos Macacos-O Confronto”.  Ele é sim o Garra Sônica neste filme, bom no filme ele não tem o nome  mencionado de Garra Sônica nem  de Ulysses Klaw, o que deixa evidente que a presença dele serviu  de gancho para o filme do “Pantera Negra”  que vai entrar nos catálogos da Fase 3 da Marvel  previsto  para ser lançado em 2017/8 é o fato deles ao investigarem qual lugar Ultron iria atrás do Vibranium, o produto  responsável pela fabricação do escudo do Capitão América. Eles mencionam o local que é Wakanda, o local do reino do T´Chalia, o homem por trás da máscara do herói.  Ulysses Klaw mesmo não tendo o nome mencionado deixa evidente ser um negociante com quem Tony Stark mantinha relações de negócios lá em Wakanda.  A presença curta dele já simbolizou um sinal de expansão para a Fase 3. Ainda com Ultron e os gêmeos chegando ao lugar onde ele estava já se pode deduzir do que podemos esperar para Pantera Negra.

No decorrer do filme temos momentos onde ocorrem muita encheção de linguiça para poder segurar a plateia para os momentos surpresas, situações para mim  um tanto desagradáveis  que mostraram  ser um tanto desnecessário, como por exemplo o fato do Gavião Arqueiro dá abrigo a equipe fugindo do exercito robótico de Ultron  em sua casa localizada  em um distante  ambiente rural junto de sua família da qual ele  apresenta pela primeira vez, coisa que no primeiro filme ele nem sequer mencionava que tinha que tinha  esposa e filhos,  no primeiro filme dava mais a entender que ele provavelmente mantinha algum romance secreto com a Viúva Negra. Mas não é isso o que acontece, pode-se dizer  que a ideia de criar essa figura mais humanizada do Gavião Arqueiro foi uma espécie de resposta ao fato de alguns sites e o próprio interprete Jeremy Renner reclamar que o personagem tem pouca profundidade na história. Outro fator  um tanto desagradável que achei também  muito desnecessário foi esta ideia deles empurrarem o Hulk para viver um clima de romance com a Viúva Negra tudo para dar aquele tom  mais fabulosamente juvenil de “A Bela e a Fera”, para eles discutirem os dilemas amorosos de cada um, onde  o Bruce Banner não transformado chega a discutir sobre a incompatibilidade dos dois viverem juntos como um  casal normal com filhos, ainda mais pelo momento onde ficam bem sensibilizados  ao ver que um companheiro podendo viver uma vida comum.  Estas questões que fazem o filme terminar ficando muito chatinho.

 

 











 










 

Outro momento que também achei desagradável no filme foi na luta do Homem de Ferro com o Hulk. O Tony ao invocar a gigante armadura da Hulkbusther que ele batiza de Veronica, como se já bastasse ficar estranho uma nova armadura tão genialmente irada  que ele criou para enfrentar o Hulk descontrolado com um nome de alguma sua suposta musa inspiradora, ainda temos de ver ele encarar e conseguir vencer do Hulk ainda nos momentos iniciais do filme, coisa mais improvável de acontecer.  O trailer dava uma ideia de que o filme de que a batalha épica do filme aconteceria já nos momentos clímax, para clima mais tenso para Guerra Civil. Mas pelo que pude perceber o que aconteceu não foi nada disso.









































 

A maneira como eles apresentaram o destino de Hulk também foi a parte que eu achei a mais desagradável, porque não ficou clara  qual era a intenção deles ao terminar levando Hulk para o espaço como era especulado. Para fazer uma saga solo do Hulk inspirado no arco do Planeta Hulk. Assim como achei desagradável eles não apresentarem nenhuma referencia sequer a Homem-Formiga, nem mencionam o nome do Heny Pym nem de Scott Lang na ficha deles, o filme cuja estreia ocorre em Julho de 2015, que marca a transição do fim da Fase 2 para o começo da Fase 3 vai estrear com sérios receios de que pode ser estigmatizado como a maior treta da Marvel Studios.  O fator surpresa desse não impactou tanto quanto o primeiro, é tanto que na única cena adicional eles apresentam Thanos  pegando sua luva simbolizando  a Manopla do Infinito que deixa uma dúvida se ele vai  compor com as duas pedras que faltam formarem as seis Joias do Infinito   em Guardiões da Galáxia 2  previsto para 2017 ou talvez já seja um gancho do que o público pode esperar em Vingadores-Guerra Infinita dividida em duas partes com data previsto para 2018 e 2019, achei a presença de Thanos neste um tanto previsível .  Assim como também senti que a briga entre o clima tenso entre o Homem de Ferro e o Capitão América neste ficou uma amenizado, nem parece como os trailers tinham criado aquela sensação de que a mancada de Tony Stark ao criar Ultron neste traria as consequências para estremecer o relacionamento da equipe para os conflito de “Capitão América:Guerra Civil” previsto para 2016.
























Tirando estes fatores desagraveis o filme também me proporcionou uns fatores bem agradáveis como a maneira de Ultron já se apresentar mostrando a que veio.  Eu gostei da maneira como ele foi concedido visualmente com todo a toda tecnológica dele em diferentes versões que vai sendo apresentado no filme com um tom um pouco rementendo  a Transformers, e James Spader com a voz na interpretação do personagem  e olhe que eu assisti esta sessão legendada me convenceu bastante ao dar um aspecto bem humanizado com as características do egocentrismo do seu criador Tony Stark, mesmo  que o personagem não supere Loki em nível de popularidade, pelo menos pude sentir que ele foi bem trabalhado neste filme. Outro fator que eu também achei  agradável no filme, foi a maneira como o Visão(Paul Bethany) ficou perfeito com uma caracterização idêntica a dos quadrinhos,  os tons coloridos da sua caracterização apesar de ficar um tanto  chamativo a ponto de ficar meio cartunesco pelo menos  mostrou-se ser um acerto legal na fidelidade aos quadrinhos. Também gostei da maneira como foi criada a caracterização da Feiticeira Escarlate sem os adereços muitos chamativos clássicos dos  quadrinhos como a tiara ou mesmo as luvas e o tipo de maiô que poderiam causar uma bizarra sensação de apelo sensual ou quem muito pior a interprete da personagem poderia ficar apresentada com um tom muito carnavalesco, o modelo foi um ponto acertado, mesmo porque com este filme  sendo bancado pela Disney que é referencia em entretenimento familiar isto era o mínimo que se podia esperar.  A participação do James Rhodes(Don Cheadle) com a armadura do “Máquina de Combate” também me surpreendeu ao participação da operação da equipe em Sokovia.  Nick Fury ressurgindo a SHIELD neste filme também no momento clímax mesmo que gere uma inverossimilhança a ponto de ficar caracterizado como um furo de roteiro e na cena com Steve e Natasha treinando quatro novos componentes para a equipe como o Máquina de Combate, o Falcão, o Visão e a Feiticeira Escarlate já carrega um bom indicio do futuro da Fase 3 do Universo Marvel nos Cinemas. Para encerrar como é tradição nos catálogos dos filmes da Marvel, este não podia de contar com a presença do Stan Lee.
















 

No balanço geral admito que gostei sim de “Vingadores-Era de Ultron”,  apesar dele apresentar algumas falhas que não me surpreenderam tanto quanto eu esperava. Em alguns aspectos ele ficou muito mais volumoso do que o primeiro Vingadores, mas que mesmo assim não me  surpreendeu  a ponto de causar  um bom impacto.  Já apresentou muitas situações que já causavam alguma previsibilidade, mesmo para quem nunca tinha visto inúmeras vezes os trailers, respondeu e esclareceu algumas dúvidas prévias, no entanto, também causou outras dúvidas.

 

Esperamos que isto não signifique uma futura  saturação do gênero.