sábado, 18 de julho de 2026

A JORNADA DE JASÃO E OS ARGONAUTAS

Para entrar no clima do lançamento do novo épico A Odisséia, com direção de Christopher Nolan, uma nova adaptação cinematográfica do clássico literário de Homero.

Trago aqui um comentário do clássico épico de fantasia inspirado na jornada heroica de outro mítico herói da Grécia Antiga, o Jasão em Jasão e os Argonautas (Jason and the Argonauts,EUA,Reino Unido, 1963).



 Uma produção britânico-estadunidense que contou com a direção do britânico Don Chaffey(1917-1990). Cujo roteiro escrito por Jan Head(1917-2012) e Berveley Cross(1931-1998) foi inspirado no poema grego de As Argonáuticas de Apolónio de Rodes (295 a.C-215 a.C) e cuja produção-executiva foi assinada por John Dark(1927-2015).

Produção essa marcada pelos efeitos de animações em stop motion das criaturas que contou com a colaboração de um mestre nessa arte que foi o americano Ray Harryhause(1920-2013) e com colaboração de Charles H. Schnner(1920-2009) e cuja trilha sonora foi assinada pelo também americano Bernard Herman(1911-1975).




       A movimentação desses bonecos dão um tom realismo, que dificilmente os atuais recursos mais modernos de CGI conseguiriam replicar.

       Junto a estrutura narrativa de toda a jornada heroica de Jasão enfrentando todos os maiores desafios, contando claro com a colaboração da Deusa Hera e seus companheiros argonautas enfrentando criaturas e feiticeiras.




Cuja menção ao brilhante elenco vai para o americano Todd Armstrong(1937-1992) na pele do protagonista Jasão, que mostra um excelente desempenho na sua essência heroica e destemida.  

 O seu elenco também conta com a participação da britânica Honor Blackman(1925-2020), que no filme fez um bom desempenho como a Deusa Hera que assume a função de ajudar Jasão.




Essa mesma que no ano seguinte faria a famosa bond girl Pussy Galore no filme 007 Contra Goldfinger(Goldfinger, Reino 1964) o terceiro estrelado por Sean Connery(1930-2020).





Outras menções ao elenco representando importantes da mitologia grega são: a Nancy Kovac na pele da Medeia, Gary Raymond como Acasto, Laurence Naismith(1908-1992) na pele do Argos, Niall MacGinnis(1913-1977) na pele do Zeus, Michael Gwynn(1916-1976) na pele do Hermes, Douglas Wilmer(1920-2016) na pele do Pélias, Nigel Green(1924-1972) na pele do Hércules, Patrick Trougton(1920-1987) na pele do Fineu, Jack Gwillim(1909-2001) na pele do Rei Eetes, John Cairney(1930-2023) na pele do Hilas e Andrew Faulds(1923-2000) na pele do Phalerus.




Apesar dos efeitos especiais se mostrar um tanto datado, pelo menos é uma produção que mostrava bem ter seu charme e sua qualidade de produção, ainda mais levando em conta que ele foi lançado no período em que as produções épicas monumentais históricas e de fantasia estavam entrando em declínio em Hollywood.




Principalmente depois do fracasso do filme Cleópatra(1963), estrelado pela estrela Elizabeth Taylor(1932-2011).

Portanto, essa produção reflete o começo da decadência do subgênero escapista dos filmes monumentais de fantasia em Hollywood e épicos históricos.


domingo, 12 de julho de 2026

A MÍTICA AVENTURA DE PERSEU

 

Aproveitando o clima para o lançamento do filme Odisseia, uma nova adaptação cinematográfica da clássica mítica obra de Homero.

Comento aqui sobre uma obra que explorou a jornada heroica mítica aventuresca desses heróis da antiguidade que Hollywood sempre explorou, dessa vez sobre Perseu em Fúria de Titãs (Clash of the Titans, Reino Unido, EUA, 1981).




Essa produção britânico-estadunidense inspirada no mito da jornada de Perseu contou com a direção do britânico Desmond Davies(1926-2021) e com roteiro de Berveley Cross(1931-1998), produção que contou novamente com um dedo de Ray Harryhause(1920-2013) para produzir os efeitos animado em stop motion, nesse que foi seu último trabalho para cinema. Ele já havia usado disso na produção de Jasão e os Argonautas (Jason and the Argonauts, Reino Unido, EUA, 1963) dirigida por Don Chaffey(1917-1990).




Contou em seu elenco com o americano Harry Hamlin como o protagonista  Perseu, com a britânica Maggie Smith(1934-2024), que para quem foi da geração infanto-juvenil que acompanhou a franquia do bruxinho Harry Potter(2001-2011) devem se lembrar dela como a Professora Minerva McGonaghall que em Fúria de Titãs representou a Ninfa Tétis, com a suíça Ursula Andress, famosa por fazer Honey Rider no primeiro filme da franquia 007 que foi 007 Contra o Satânico Dr. No(Dr. No, Reino Unido, 1962) que no filme representou o papel da Deusa Afrodite. Também há de mencionar os nomes de Laurence Olivier(1907-1989) que fez no filme o papel de Zeus e de Burgress Meredith(1907-1997) famoso pelo vilão Pinguim na série de TV do Batman nos anos 1960 e por viver o Mickey, o treinador de Rocky Balboa nos três primeiros filmes da franquia Rocky: Rocky:Um Lutador(1976), Rocky II(1979) e em Rocky III(1982) onde nesse último seu personagem morre, que em Fúria de Titãs representou o Ammom.




A maneira como o enredo foi estruturando a trama da jornada heroica de Perseu o torna fantástica, principalmente ao mostrar Perseu bebê sendo rejeitado pelo avô Rei Acrisio, vivido pelo veterano ator galés Donald Houston(1923-1991), e contando toda as aventuras e desventuras encarando os perigos de monstros, que foram bem criados nas movimentações em stop motion de Harryhause dentre outros pontos que tornam a obra fascinante.




Mesmo tendo ficado datado para os tempos de hoje, onde inclusive em 2010, foi produzido um remake que mesmo contando com os melhores efeitos especiais em 3D ainda assim ficou aquém dessa versão.





É uma obra que vale a pena dá uma assistida e aprecia-la pelo que ela representou e com o elenco de feras, além dos já mencionados, também vale a menção da presença da atriz Susan Fleetwood(1944-1995) representando Atena, ela era irmã mais velha do músico Mick Fleetwood membro da banda pop britânica Fleetwood Mac que fez sucesso nos anos 1970, cuja canção The Chain, do álbum Rumors de 1977 fez parte do repertório do filme Guardiões da Galáxia Volume 2(2017).




Só por isso que comentei, essa obra vale dá conferida para aprecia-la pelos seus valores de produção.