terça-feira, 13 de março de 2018

CRÍTICA DE OPERAÇÃO RED SPARROW(2017)



Na noite de Quarta-Feira, 07 de Março de 2018, fui conferir ao filme Operação  Red Sparrows(Red Sparrows,EUA,2017).  













Um filme com uma ótima abordagem sobre o mundo da espionagem.  Eu não sei a quem estive lendo este texto, mas sempre que ouço falar em filmes de espionagens, a primeira coisa que me vem a cabeça são os filmes da franquia James Bond.   















Mostrando um elemento muito romantizado, glamoroso, charmoso do trabalho de espião especialmente para seduzir mulheres bonitas e com muito toque de escapismo  para enfrentar situações muito esdruxulas, inverossímeis de tão improváveis de acontecer na  vida real encarando vilões com  personalidades bastantes  vis, maquiavélicas, maniqueístas ou mesmo gananciosamente ordinárias  com planos mirabolantes ou mesmo megalomaníacos de querer bancar os deuses para dominarem o mundo inteiro aos seus pés.Com certeza, muito marmanjo queria estar no lugar do James Bond para depois de resolvido uma missão dar uns pegas num mulherão te dando mole.  No caso  de Operação Red Sparrows, o negócio é bem diferente.  Aqui não é mostrado nenhuma glamourização desta profissão de espião. Ele faz uma  apresentação  do retrato mais cruel e sórdido da podridão que envolve as constantes intrigas, e as constantes caçadas de gato e rato que envolve esta profissão.










O enredo apresenta em seu mote, um elemento bem batido sobre a espionagem que envolve as conspirações entre americanos e russos.  Uma observação curiosa de se colocar aqui, é que os russos sempre foram os preferidos dos americanos em retratá-los em suas obras da forma mais banal possível. Com aquela típica representação caricata de seres puramente cruéis com a cara dura e com a personalidade cheia de frieza. Seja nos tempos de Guerra Fria, quando a Rússia se chamava de União Soviética até 1991 com a figura dos terroristas ou mesmo dos soldados em combate e depois que voltou a se chamar de Rússia após a dissolução da União Soviética nos anos  1990, a representação deles ficou nos mafiosos.












No caso do filme, aqui não existe uma representação especifica que distingue entre o americano bonzinho bem e o russo malvadinho, todos apresentam características ambíguas e dúbias. Neste filme somos apresentados a inusitada situação da bela bailarina do Bolshoi Dominika Egorova(Jennifer Lawrence) se sujeitar a virar uma agente sparrow da SRV, muito por insistência de um tio dela Egorov(Mathias Schoenaerts), que é do alto escalão da agencia de espionagem russa.  Principalmente depois que acidentalmente durante uma apresentação ela machucou a perna, o que a tornou impossibilitada de continuar na companhia. Já que é a companhia que banca as despesas dela, como a sua moradia e assistência médica da sua mãe.  Características bem típicas do antigo regime comunista russo como são bem mostrados no filme.  Então convencida a participar para da temida Escola de Treinamento SRV  para virar uma habilidosa Red Sparrow que significa Pardal Vermelho.










Lá será ensinado todas as formas sujas, sórdidas e cheias de muito sadomasoquismo que ela terá de se sujeitar para atrair os seus alvos. Entre elas basicamente se prostituir, usando o próprio corpo para pegar atrair a presa para armadilha. Que se ela não se sujeitar a estes mandes e desmandes terá sua  vida por um fio. A todo momento ela irá enfrentar várias provas e será bastante vigiada, principalmente para a grande a missão que ela foi incumbida que é ficar na cola  do agente americano Nathaniel Nash(Joel Edgerton)  que estava na Rússia  no momento em que ela estava fazendo sua apresentação de balé.  E lá estava fazendo uma investigação sobre supostas conspirações, tramoias e intrigas internacionais. A proximidade dela com ele, resultará num envolvimento amoroso que podem botar em risco a operação. O filme apresenta no escopo do roteiro  algo que tende a não agradar todo mundo.










O ritmo da narrativa é bastante lento e vagaroso, exigi ao espectador um pouco mais de tempo e atenção para compreender e digerir toda a maneira como a história anda e possa fluir. Fora a lentidão  da narrativa,  outra situação que faz com que não agrade a todo mundo é o fato dele mostrar com muitas doses de insanidade a crueza do método horroroso e nojento usado pelas agências de espionagens russas  de fazer submeter seus subordinados a usar técnicas de sedução vendendo até o próprio corpo para atrair os seus alvos. Se você não tem nervos de aço para ver o alto  grau, o nível do teor explicito de tensão e de violência psicológica apresentado neste filme, então vou logo avisando que ele não é para você. Já se você não é do tipo que não se importa com o tom pesado deste tipo de filme, talvez ele seja bem feito para te agradar. O filme conta com a direção do Francis Lawrence, que conta como protagonista a Jennifer Lawrence, que só a nível de esclarecimento, ela não tem parentesco algum com o diretor, a única coisa de semelhante que ela carrega fora o sobrenome é o fato dela antes já ter trabalhado com ele na franquia Jogos Vorazes(2012-2015), onde ela protagonizou o papel da heroína Katniss Everdeen. 







A maneira como ele dirigi o filme com roteiro inspirado no romance de Jason Matthews que na edição brasileira ganhou o titulo de Roleta Russa, até que acerta em alguns pontos como criar a tensão psicológica em apresentar o nível de sordidez, de desumanidade  e de sujeira a quem nós temos de nos submeter para não perder a vida, mas em outros termina falhando, principalmente no quesito ação e no fato dele apresentar uma certa inverossimilhança, do tipo a maneira como o filme representa algumas características russas, como por exemplo, a famosa companhia de balé Bolshoi bancar  a casa de Dominika ou mesmo o governo russo fazer vigília constante dos seus cidadãos,  parece que não condiz muito com o cenário da Rússia atual, se caso o enredo  fosse ambientado entre as décadas de 1950/60/70 e 80 no período do auge da Guerra Fria e quando a Rússia se chamava de União Soviética talvez faria mais sentido e  seria até fácil de ser digerida. Mas em um cenário do presente, passados mais de vinte anos após a queda do regime comunista na Rússia, é querer subestimar a inteligência do espectador.  Fora a falta de agilidade na ação, que é pouco sentida. Do elenco destaco para Jennifer Lawrence como a protagonista Dominika, ela consegue transmitir uma interpretação segura, mostrando uma entrega aos diferentes tons das camadas de personalidade que envolve as dubiedade da personagem, da doce e ingênua bailarina do Bolshoi, que diante das circunstancias envolvendo o fato de se sujeitar  na SVR para se tornar uma boa sparrow, precisa se transformar numa mulher dissimulada, provocantemente sedutora, persuasiva,  fria, calculista como  uma típica femme fatale para atrair sua presa na caça, inclusive até mostra estar bem a vontade para despir o corpo totalmente, ou seja, ficar nua, pelada até mesmo nos momentos mais barra pesadas do filme.





Já Joel Eglerton como o agente americano Nathaniel Nash, mostra um desempenho razoável ao papel, especialmente pela função dele de virar  o alvo dela e ao  mesmo tempo o par romântico.    Mas é muito subutilizado, há pouco desenvolvimento dele para o arco da história, e como dá para ver  pela própria  maneira como a cara inexpressiva que ele tem dá para sentir certa apatia da parte dele ao papel. Além desses também destaco para Jeremy Irons que faz o papel do Korchnoi, um dos oficiais do alto escalão da espionagem russa, que assume a sua função de homem dos bastidores, fazendo suas estratégias e suas articulações e Mathias Schoennartes como o Egorov, o tio da protagonista que a convenceu a participar e foi quem arquitetou toda a operação para ser depois no grande reviravolta que ocorre no fim do filme.







A direção de arte deste filme é magnifica, principalmente na parte da fotografia escura que cria todo o clima sombrio e tenso da obra, a tornando bem um típico thriller psicológico. Que é bem casado com a magnifica trilha sonora do James Newton Howard cujos arranjos criados para o clima de tensão, de suspense e de constantes dúvidas que este filme aqui provoca são todos muito pontuados e o enquadramentos principalmente das cenas onde a protagonista fica pelada ficam numa ótima posição de planos, como os planos de nuca e americano usados para o momento o protagonista despe completamente mostrando inclusive o belo quadril da atriz.  Em um balanço geral, posso resumir que Operação Red Sparrow é um típico filme não muito agradável a todo mundo, especialmente pelo teor muito barra pesada que envolvem principalmente a insanidade masoquista e um tanto voyeur que a agencia de espionagem manda os seus subordinados a se sujeitarem a se prostituir e vender o próprio corpo em nome da operação e estarem sempre sob vigilância, brincando até de Big Brother. Inclusive onde Dominika ao recusar a tirar a roupa a mando de sua superior, ela dá explicação bastante sórdida de que o corpo dela ao governo russo desde que ela nasceu. E pela narrativa um tanto lenta. Se você que estive lendo postagem estiver mesmo ainda assim interessado em conferir a este filme, principalmente por ser estrelado pela Jennifer Lawrence, a atual queridinha de Hollywood e se encantar pelos deslumbres das cenas nudez dela então vá assistir sem se importar com o que já foi escrito aqui. Se eu tivesse que dar uma nota para este filme daria 5,5. Que já está de bom tamanho.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

RESENHA DO FILME THE POST-A GUERRA SECRETA(2017)



Na Noite de Quarta-Feira de Cinzas, 14 de Fevereiro de 2018, fui conferir ao filme The Post-Guerra Secreta(The Post,EUA,2017).















Um filme que retrata bem os bastidores que o maior  jornal impresso americano The Washington Post  investigou a noticiou os podres dos dossiês secretos  do governo sobre as estratégias de combate ao Vietnã, em pleno começo dos anos 1970 quando as tropas ainda estavam em combate.  Dirigido e produzido pelo grande Steven Spielberg, ele traz aqui uma excelente abordagem em forma de um drama quase documental sobre esta investigação, durante o Governo de Richard Nixon.  A maneira como o filme retrata a dramatização do momento tenso desses bastidores jornalísticos neste período conturbado da história politica americana, guardado as devidas proporções trazendo realismo com alguns de licenças poéticas.   O mote do enredo ilustra bem isso através das figuras de alguns jornalistas como a Kay Graham(Merly Streep) e Ben Bradlee(Tom Hanks), os editores do jornal The Washington Post. Spielberg elaborou brilhantemente o mote de seu enredo trazendo um clima de suspense investigativo com aquele clima de intrigas políticas que bem remetem as histórias de espionagem, mas sem muito tiroteio, toda a ação a aqui está concentrada no agonizante clima psicológico das consequências que podem amedronta-los, principalmente na hora de enfrentar os tribunais. Toda esta atmosfera de tensão psicológica, com os suspenses e as cenas de tribunais fica bem casada com a boa trilha sonora do John Williams, o velho parceiro do Spielberg. Cujos bons arranjos em órgão e nos violinos graças as mixagens da edição de som carregam o peso da mensagem que o filme quer transmitir ao público que envolve o conceito de liberdade de expressão pensamento.  E há uma frase mencionada por um dos personagens que bem reflete sobre isso, “A imprensa deve servir ao governados, não aos governantes”. Além da brilhante trilha sonora, o filme também apresenta uma direção de arte impecável, principalmente na reprodução dos figurinos, da cenografia, fotografia e da maquiagem que bem recriaram e reproduziram como era o panorama, o cenário que o jornal passava no começo dos anos 1970 bem reproduzido também nos estilo das máquinas de  escrever de datilografia e de impressão antes da fase da era digital. Tudo no manual. E para irem atrás de informações precisavam de fontes e de contatos sigilosos. Num balanço geral, The Post trata-se de uma obra que apresenta os bastidores de como era o antigo de fazer jornalismo, que quem estuda para seguir esta carreira devia ver para entender, sem precisar ser tão didático. Ele reflete muito bem a função de todo o  meio de comunicação servir justamente para ser um formador de opinião e não servir a favor dos poderosos. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

RESENHA DE O TOURO FERDINANDO.



Na tarde de sábado, 13 de Janeiro de 2018, fui conferir no Shopping Midway Mall, a animação O Touro Ferdinando(Ferdinand,EUA,2017), dos Estúdios da Blue Sky, a mesma de A Era do Gelo, Robôs, Rio entre outros que contou com o dedo da direção do brasileiro Carlos Saldanha. 










Comentar sobre esta animação me provoca até certa nostalgia. Isto porque quando criança eu assistia muito a uma versão  animada da Disney,  em uma antiga fita VHS  que eu via  muito no aparelho de videocassete na fase pré-digital. Esta versão animada da Disney contida em minha fita VHS era em um formato de curta-metragem lançado em 1938, onde apresentava uma seleção de outros curtas clássicos da Disney lançado entre as décadas de 1930 e 1940. Esta nova versão em formato de longa-metragem assim como o curta animado clássico da Disney tem como base para o mote do enredo a mesma fonte, que é o romance do americano Munro Leaf(1905-1976) publicado em 1936. A diferença está um pouco na abordagem. No curta-animado da Disney, a trama explorava um Ferdinando mais carregado de escapismo lúdico, com toques mais ingênuos e inocentes o apresentando como um touro em um rancho  que quando filhote  diferenciava dos outros tourinhos, por gostar de cheirar as flores. Naquela história aparecia a mãe dele como uma vaca que tentava orientá-lo a ir brincar com os outros tourinhos. No desenrolar da trama  é mostrado ele já um touro crescido e preparado para as touradas, mas continuando com suas manias de cheirar as flores. Então aparece um bando de caras atrás de uns touros para levar e Ferdinando não estava nem ai, quando ao sentar numa flor com uma abelha, a ferroada dela o fez tomar uma reação bruta   que esta sim fez os caras o escolherem para ser um touro da arena. 









A história daquele curta se concluía quando ele foi mandado para arena e enfrentar a tourada,  e em nenhum momento sequer reagia ao toureiro a ponto de o deixa-lo zangado e desesperado e ele terminou chorando de esperneio. E terminava a história com Ferdinando voltando a velha árvore, onde costumava cheirar as flores. 














Já neste longa-metragem da Blue Sky, o enredo aqui apresenta o mesmo mote, mas com uma pegada bem diferente, onde ele se permitiu a explorar camadas que não foram mostradas no curta animado da Disney. Aqui temos a premissa de mostrar o protagonista vivendo num rancho ainda filhote, onde lá vive com seu pai e alguns companheiros tourinhos que vivem provocando o seu estilo diferente de não querer brigar, preferir cheirar as flores em vez de encarar os toureiros na arena. Aqui a trama preservou a essência do personagem com uma pegada bem diferente. No Rancho, ele vê seu pai passando por uma seleção para enfrentar a Arena e é escolhido, e não retorna nunca mais. O que faz ele tomar a decisão de sair daquele rancho. Então em sua fuga, ele cai num mato e é encontrado por um fazendeiro e sua filha Nina e o cachorro Paco que o acolhe em sua fazenda onde ele se diverte com sua filha que o trata como se ele fosse da família. Até que no momento em que ele cresce e vira um tourão, é que os rumos vão dando outros contornos, especialmente quando ele insisti em querer ir participar do tradicional Festival das Flores. Mas eles não deixam, mas mesmo assim Ferdinando foi e causou o maior rebuliço na Feira a ponto de causar uma tremenda calamidade pública. Sendo então mandado de volta ao velho rancho de onde tinha saído ainda filhote. Lá no rancho ele se depara com seus antigos companheiros touros Guapo, Valente e conhece novos companheiros. Também a atrapalhada cabra Lupe, o trio de ouriços Una, Dos, Cuatro e o trio de cavalos esnobes. 












Ao retornar neste local, Ferdinando terá a difícil missão de fazer de tudo para fugir de lá e não deixar que  os outros tenham o  trágico destino de morrer na Arena em combate com o toureiro ou vão para o abate, virando churrasquinho. É assim construída a sua saga pela liberdade. 













Eu pessoalmente gostei muito dessa nova pegada explorada no filme, colocando no protagonista um elemento campbeliano da jornada do herói por sua liberdade. Colocando uma abordagem mais moderna que diz bem respeito ao que ocorre no presente que as crianças com certeza poderão se identificar. Como, por exemplo, dele ser diferentes dos outros touros e ser achincalhado, humilhado, por não ser bruto e ser sensível e gostar das flores. Um bom reflexo do que ocorre com a prática da atual intolerância social ocorrida nas redes sociais, que fazem guerrinhas partidárias direitistas ou mesmo esquerdista a ponto de impor o seu ponto de vista mais correto e as coisas nem sempre são preto no branco. Que pode ser começado mais cedo do que se imagina com a prática dos bullying na escola.











O que deixa claro o fato do enredo transmitir bem uma mensagem de sutil critica social a prática da intolerância, coisa que o curta animado clássico da Disney não explorou tanto.  Ele também consegue transmitir uma linda mensagem sutil contra a prática das touradas na Espanha, e do que isso pode prejudicar o animal, mas sem precisar tomar partido da causa ecológica de entidades ambientais como a Sociedade Protetora dos Animais ou mesmo de Greenpeace.  Do mesmo modo, que consegue também transmitir uma linda mensagem sobre a amizade, sobre a união, e de você poder viver em harmonia com quem é diferente de você, e consegue ser bem tocante. 












Este desenho da Blue Sky pode estar longe de se igualar a estrutura da Pixar, no entanto consegue surpreender. A qualidade técnica do CGI usado para este desenho é brilhante, especialmente nos traços e nas movimentações dos frames dos rostos e dos corpos, que exploraram bem outras características que não tinha no curta animado da Disney. Especialmente com diálogos cantados e dançados. Os enquadramentos panorâmicos que exploram diferentes paisagens da Espanha são sensacionais, do cenário bucólico passando pela movimentada metrópole da capital Madri cria aquela sensação de você querer ir viajar para a Espanha. Se utilizando de licenças poéticas, já que afinal é muito improvável que animais de diferentes tipos e tamanhos saibam mexer em eletricidade e em tecnologia, a ponto de saberem dirigir um carro. Em um contexto geral, a animação O Touro Ferdinando vale pelo ingresso nestas férias.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

RESENHA DE JUMANJI-BEM-VINDO A SELVA



No primeiro domingo de 2018, eu fui conferir no Midway Mall ao filme Jumanji-Bem-Vindo a Selva (Jumanji-Welcome to the Jungle,EUA,2017). Esse filme em questão trata-se de uma sequencia com uma pegada bem diferente do primeiro  Jumanji lançado em 1995, baseado em um livro infantil de Chris Van Alsburgh publicado em 1982,  que contou com o saudoso Robin Williams(1951-2014) no papel de Alan Parrish, sujeito nascido numa família rica, dona de uma fábrica de calçados que na infância foi mandado para o mundo  da Jumanji após encontrar o jogo de tabuleiro enterrado na fábrica e o leva para casa e lá ao brincar uma partida com sua amiga Sarah, ocorre algo estranho que fez seu corpo se transformar em partículas que o levou para dentro  do mundo do jogo foi  naquele lugar que ele ficou preso por 26 anos.









Passados muitos anos após este incidente, aparecem uma família formada por uma dama chamada Nora Shepard(Bebe Neuwirth) e seus dois sobrinhos Judy( Interpretada por Kirsten Dunst  ainda bem  novinha  na época com apenas 12 anos, antes de ficar mundialmente famosa como a Mary Jane Watson dos filmes do Homem-Aranha lançados nos anos 2000) e Peter(Bradley Pierce)  de quem assumiu a tutela deles após estes ficarem órfãos dos pais que morreram num acidente de esqui no Canadá. Que compram a antiga Mansão dos Parrish, onde supostamente os pais de Allan haviam morrido. É lá então que eles descobrem num sótão abandonado o antigo jogo de tabuleiro e no que jogam ocorre situações estranhas de aparecerem os animais do jogo na mansão e outros seres bizarros para provocarem grandes calamidades. É nesse interim que Alan reaparece já adulto e barbudo e vai atrás de sua antiga  amiga Sarah(Bonnie Hunt) para formar o quarteto que vai solucionar o problema que começaram. Esta era a estrutura do mote do filme de 1995. Já nesta sequencia lançada 22 anos após o filme clássico de aventura infanto-juvenil dos anos 1990, o enredo apresenta uma pegada bem diferente, os produtores fizeram uma inversão, em vez da Jumanji ser um jogo de tabuleiro,  agora é um  videogame, em vez dos protagonistas trazerem coisas bizarras do jogo para o mundo real, é eles quem vão parar lá usando a aparência dos avatares que escolheram. Uma ótima sacada para acompanhar a nova tendência da geração da atual década de 2010. 










Com relação ao Jumanji original de 1995, a estrutura narrativa  da trama deste filme apresenta uma trama a parte, cujos personagens apresentados não tem relação nenhuma com os personagens daquele filme.  O único ponto semelhante que notei que este filme apresenta com relação ao primeiro, é o fato dele apresentar em sua premissa um prólogo que pode refletir no acontecimento presente. No Jumanji de 1995, a premissa apresentava dois prólogos, o primeiro se passava em 1869, mostrando dois irmãos  enterrando o baú com o jogo amaldiçoado, em seguida, passado um século em 1969, o garotinho Alan Parrisi desenterra o jogo e fica preso nele por 26 anos até aparecer os Irmãos Sheppard novos moradores de sua mansão abandonada que encontram o jogo e o libertam. Já em Jumanji-Bem-vindo a Selva, o prologo aqui se passa em 1996, onde mostra o jovem Alex recebendo  de presente do pai, o jogo de tabuleiro chamado de Jumanji, onde ele não dá  nem a mínima bola, pois estava mais entretido com o videogame. Nisso ocorre do tabuleiro soltar uma magia que atingi o aparelho e ele suga Alex para o mundo da Jumanji. Passados 21 anos após este acontecimento, nós somos então apresentados aos quatros adolescentes colegiais que vão se tornarem os guia para a aventura, eles são formados pelo nerd Spencer, o esportista Fridge, a patricinha viciada em selfies Bethany e a esquisitona problemática Martha. Todos estes quatro vão conhecer o jogo da Jumanji no porão imundo e abandonado da escola onde cumprindo detenção pelos comportamentos inadequados, Bethany foi enviada para lá por estar atrapalhando a concentração dos colegas durante o exame em sala de aula, já Martha foi por ter se recusado a obedecer sua professora de educação física e Spencer e Fridge foram mandados pelo fato de Fridge mandar Spencer escrever uma redação para ele, onde foi notados alguns detalhes de plágio.  Vai ser no porão da escola que eles vão encontrar o antigo aparelho de videogame que utilizar dali para passar o tempo. Cada um escolhe seus respectivos avatares, e no que escolhe ocorre a bizarra situação deles terem seus corpos fragmentados em partículas que o transportam para o jogo. Ao serem transportados para o jogo, são transformados nos avatares que escolheram, Spencer virar Smolder Bravestone(Dwayne Johnson) Fridge vira Moose Finbar(Kevin Hart), Bethany vira o Professor Shelly Oberon(Jack Black) e Marha  vira Ruby Roundhouse(Karen Gillian). É a partir do momento que eles entram na Jumanji que temos inicio a jornada deles encarando altos perigos para cumprir toda a etapa do jogo que envolve eles impedirem que um sujeito megalomaníaco utilizarem de um objeto para se apoderar da Jumanji e trazer o caos  e assim poderem se libertarem. É nesse interim que aparece Alex com seu avatar para fortalecê-los e assim temos toda a construção do filme.  










Analisando a obra no quesito de roteiro, ele não apresenta nada de inovador, o seu mote propriamente dito apresenta o mesmo elemento do primeiro, mas indo ao inverso. Esta escolha deles irem ao inverso foi uma boa sacada para assim eles mostrarem como era o mundo de Jumanji que o filme clássico dos anos 1990 apenas mostrava os animais que habitavam o jogo vindo ao nosso mundo, os diálogos apresentados no filme apresentam um teor puramente divertido, bem típico de um filme pipoca.



 








No quesito visual o filme apresenta uma linda fotografia da panorâmica da floresta de Jumanji de uma forma perfeita. As paletas de cores solares usadas num tom de amarelo vibrante dão uma vivacidade a obra com este aspecto lúdico que criam aquela sensação de filme de sessão da tarde bem remetendo a franquia Indiana Jones. Os melhores recursos de efeitos especiais usados para este filme, que não se tinham no filme de 1995 também foram sensacionais. No aspecto de elenco, Dwayne Johnson como Bravestone, o avatar de Spencer representa bem o personagem sendo dentro do jogo um tipo diferente do que o Spencer é na vida real não no aspecto físico atlético, mas também na personalidade cheia de posse que ele faz. Já Kevin Hart fazendo o Finbar, o avatar de Fridge, mostra que tem um bom timming cômico para representar a personalidade meio afetada do personagem. Jack Black como o Shelly, o avatar da Bethany é o que mais rouba as cenas com as suas tiradas cômicas representando bem o papel de um ser virtual masculino que é o alter ego de uma mulher, ele entra bem de cabeça no personagem agindo como se fosse uma mulher mesmo só que  no corpo de um homem, com aparência física de um gordinho que com essa experiência fez com que ela repesassem em sua vida cheia futilidades com as selfies. Karen Gillian como a Ruby, avatar da Martha representa bem a figura de uma heroína tipicamente bonitona dos videogames, especialmente pelo seu modelo de traje bem remeter ao Lara Croft do jogo Tomb Raider, onde a característica de mulherão charmosa contrasta com o jeito sem graça e esquisito de uma típica adolescente colegial que pouco se interage. Nick Jonas como o Alex em sua forma de avatar desempenha bem o personagem que aparece na metade do filme para gerar uma grande reviravolta, dando assim uma sacudida. Ele ali demonstra um bom desempenho dramático do personagem que está preso no jogo há 20 anos e não tem sequer ideia da noção do tempo que passou preso ali, ele só deixa isso explicito quando menciona o nome da Cindy Crawford, numa cena ela compara a Ruby a bela modelo ícone da beleza nos anos 1990. E por fim, Bobby Cannavale como o vilão do filme ficou aquém do esperado, não mostra muita profundidade, é basicamente o vilão caricatamente mal com um plano maquiavélico e bem mirabolante de dominar a Jumanji.
Num balanço geral, Jumanji-Bem-Vindo a Selva é uma ótima obra cinematográfica para divertimento familiar que cumpre bem a sua função. Também sabe como abordar o desempenho em equipe no que envolve a situação limite onde eles se encontram de estarem presos em um jogo virtual onde lá com a aparência que adquirem com os respectivos avatares que escolheram, mostram se autoconhecerem e evoluírem para virarem pessoas melhores. Apesar de, alerta para spoiler, ele apresentar um momento onde ocorre uma inverossimilhança no ato final do filme em que depois deles conseguirem vencer e sair do jogo,  no nosso mundo quando eles vão atrás do Alex, eles o observam surpresos carregando um bebê no berço que sugere ser seu filho, ou seja, que poucas horas após retornar ao nosso mundo ele já se procriou muito rápido. Esta inverossimilhança pode ser interpretada como um furo de roteiro, coisa assim, mas nada que prejudique a obra.  Recomendo conferir agora nas férias de verão.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MEUS BALANÇOS DOS FILMES DE SUPER HERÓIS DE 2017 PARTE 2

   







Olá Grandes Super-Heróis, neste primeiro vídeo de 2018 do canal Cinema
com Super-Herói. Vou começar fazendo um balanço dos filmes de
super-heróis em 2017. Para não ficar um vídeo longo e tedioso vou me
ater a comentar nesta primeira parte sobre os sete filmes de
super-herói que conferi ao longo do primeiro semestre do ano. Já os
filmes do segundo semestre de 2017 vou deixar para incluir no próximo
vídeo. Nas minhas análises e avaliações de cada filme por ordem
cronológica de lançamento, não vou colocar numa lista de melhor a
pior como fazem outros críticos ou mesmo notas, porque isto é algo
bastante relativo do critério muito relativo que cada um costuma adotar.
Aqui eu vou apenas argumentar os pontos positivos e negativos
apresentado em cada um desses filmes.

OS FILMES COMENTADOS NESTE VÍDEO SERÃO:
A VIGILANTE DO AMANHÃ
GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2
MULHER-MARAVILHA

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domingo, 7 de janeiro de 2018

MEUS BALANÇOS DOS FILMES DE SUPER HERÓIS DE 2017 PARTE 1

  





Olá Grandes Super-Heróis, neste primeiro vídeo de 2018 do canal Cinema
com Super-Herói. Vou começar fazendo um balanço dos filmes de
super-heróis em 2017. Para não ficar um vídeo longo e tedioso vou me
ater a comentar nesta primeira parte sobre os sete filmes de
super-herói que conferi ao longo do primeiro semestre do ano. Já os
filmes do segundo semestre de 2017 vou deixar para incluir no próximo
vídeo. Nas minhas análises e avaliações de cada filme por ordem
cronológica de lançamento, não vou colocar numa lista de melhor a
pior como fazem outros críticos ou mesmo notas, porque isto é algo
bastante relativo do critério muito relativo que cada um costuma adotar.
Aqui eu vou apenas argumentar os pontos positivos e negativos
apresentado em cada um desses filmes. 

OS FILMES COMENTADOS NESTE VÍDEO SERÃO:
LEGO-BATMAN,
LOGAN e
POWER RANGERS