sábado, 15 de janeiro de 2022

ANASTÁSIA-A PRINCESA ESQUECIDA

 

A LENDÁRIA PRINCESA RUSSA

 

A famosa  lenda da Princesa Russa Anastásia Romanova ter  sobrevivido a Revolução Bolchevique de 1917. Inspirou muitas histórias adaptadas para livro e cinema. 





Uma dessas foi uma  animação lançada em 1997, que inclusive eu assisti quando criança, produzida pela Fox Animation. A mesma que também produziu  esse filme maravilhoso Anastásia-A Princesa Esquecida(Anastasia, EUA, 1956).  Nessa produção da Fase Clássica de Hollywood que contou com a direção do ucraniano Anatole Litvak(1902-1974) que se baseou na peça homônima da francesa Marcelle Maurette(1903-1972), cujo roteiro foi adaptado pelos americanos  Arthur Laurents(1917-2011)  e Guy Bolton(1884-1979).




Nessa trama que conta a história do General Bounine(Yul Brynner) que está a procura da suposta Princesa Anastásia a pedido dos últimos remanescentes Romanov que ofereceram uma boa grana, onde ela é a única que pode milhões de libras bloqueadas pelo banco suíço,  isso passado uma década após a Revolução de 1917. É nas ruas da capital Moscou, que ele se encontra com uma jovem com amnésia e que vai convencê-la a assumir como Anastásia(Ingrid Bergman) e prepara-la para agir como uma princesa, para assim receber algo em troca.  O filme apresentou um lindo e incrível design de produção, que reproduziu perfeitamente os trajes de gala das realezas europeias, figurinos impecáveis, que com as paletas de cores da fotografia tornaram a sua estética impecável, fora o próprio roteiro que é muito crível, bastante melodramático na pegada de contos de fadas. Fora que também  contou com um elenco estelar, destaque para a sueca Ingrid Bergman(1915-1982) como a protagonista  que dá título à obra, atriz que já tinha uma consolidada carreira em Hollywood depois de protagonizar filmes como Casablanca(EUA, 1942). 






E também mencionar Yul Brynner(1920-1985) ator russo que representou brilhantemente o General Bounine, o sujeito que fica orientando a suposta Anastásia a treinando por puro interesse, ele emprestou até sua experiencia de bailarino para orienta-la na dança.  Este filme está disponível completo no YouTube com o áudio dublado pela antiga Herbert Richers, provavelmente nos anos 1970 que contou com o casting de vozes só de feras, boa parte já falecida. Destaco para a voz do locutor Ricardo Mariano anunciando o título, o falecido Newton da Matta(1946-2006) narrando os letreiros iniciais e para o também saudoso Darcy Pedrosa(1930-1999), que fez um trabalho incrível ao dar ao ator Yul Brynner.   Assim como boa parte do elenco do filme. Recomendo.

domingo, 2 de janeiro de 2022

FÉRIAS DA PESADA: FILME COM A CARA DO VERÃO

 

ABRINDO 2022 VENDO UM FILME COM A CARA DO VERÃO.

 

 

Numa manhã do primeiro sábado de 2022, eu dei uma conferida num  filme no Youtube bem apropriado para este caloroso momento da estação  do verão brasileiro, mesmo ainda enfrentando a pandemia da COVID-19.  Foi uma revistada que eu dei uma produção de clássica comédia juvenil dos anos 1980, que constantemente passava na TV, que eu visto a primeira e única vez quando eu garotinho então com   13 anos ao passar no SBT com o título de A Primeira Transa de Um Nerd.






 

Descrever o que foi os anos 1980, é remeter aquele período bem transgressor onde tudo se podia, se permitia  e não havia a preocupação do politicamente correto. No cinema dessa época especialmente era comum vemos personagens fumando, se drogando ou mesmo com uma alta dose violência e com muitas cenas de nudez aos  extremos, principalmente com o advento do home vídeo que passou a dar espaço para produções B. Se tem um exemplo de filme dessa época que bem ilustra o quanto essa época foi transgressora, e muito sem limites é Férias da Pesada(Fraternitty Vancation, EUA, 1985). Uma comédia juvenil B que apresentava divertidas situações em doses além do permitido  que nos tempos de hoje seriam impossíveis de serem  mostrados ou mesmo este tipo de filme não ficaria cabível para a nossa época atual onde se preza tanto pelo politicamente correto e especialmente com o empoderamento feminino que temos visto nos últimos tempos. Este filme extrapola completamente o tom da sensualidade especialmente ao estimular a cultuação ao apelo sexual feminino que nos tempos atuais se  alguém apresentasse  esta ideia seria logo engavetado.




O enredo dele gira em torno de Wendell Tvedt(Stephen Geoffreys), um jovem nerd atrapalhado e um tanto desengonçado  que é calouro na Faculdade de Física, ele está com as malas prontas para ir viajar a Palms Springs e curtir aquela ensolarado verão  californiana acompanhado de Joe(Cameron Dye) e Mother(Tim Robbins) uma popular dupla de veteranos universitários esportistas que vão acompanha-los com uma intenção bastante duvidosa  de aproveitar que não vão pagarem nada para irem caçarem umas gatas. Tudo pago pelos pais de Wendell. Chegando em Palms Springs antes de irem em direção  para uma espécie de resort com piscina num quarto alugado  de propriedade  de um primo de Wendell eles vão para muitas lojas de roupa para tornar Wendell mais agradável já que morrem de vergonha alheia do seu comportamento atrapalhado e um tanto patético. É lá que vão ocorrer as mais hilárias e bizarras situações que vão gerar altas confusões, bem típico de anúncios de filmes da Sessão da Tarde. Ou de Cinema em Casa como costumava passar no SBT.




Joe e Mother irão se meter numa grande cilada, após levarem duas lindas mulheres Chrissie(Barbara Crampton) e Marianne(Kathleen Kimmont) para o quarto onde estavam hospedados para transarem com elas, quando de repente, descobrem que foi tudo armação da dupla formada por Chas( Leigh McCloskey) e Springer(Matt McCoy) seus colegas de faculdade com quem não se bicam. Vivem constantemente em concorrência por eles serem os maiorais e eles considerados os menores, já que pertencem a fraternidades rivais. Onde Chas faz uma aposta com Joe para ver qual deles  conseguiria conquistar e transaria primeiro com a mulher mais linda daquele resort que é Ashley Taylor(Sheree J. Wilson).  Cada um fazendo a maior maluquice para se aproximar dela com pretexto de conquista-la para levar a cama. Joe inventa que havia terminado recentemente um namoro duradouro e que está muito abalado para assim dessa forma ela morder a isca para atraí-la, já Chas vai mais longe que isso. Primeiro chama a atenção dela com uma manobra descendo de paraquedas acima do resort e cai na piscina. Onde inventa como pretexto que estava se preparando para uma apresentação numa faculdade onde iria abordar sobre sexo  e que estava escrevendo um livro. Depois participa de uma aula de ginástica dela onde consegue  chamar a atenção  dela e ela morde a  sua isca para o plano que envolve ela ser o centro das atenções dessa armação para saber com qual ela irá transar.




Enquanto que o mote principal envolvia a disputa de quatro cafajestes para ver com qual transaria com  a bela gatona da Ashley, temos também o arco da subtrama de Wendell mostrando o seu envolvimento com Nicole Ferret(Amanda Bearse), uma linda garota com ar angelical  que ele conheceu numa noite no bar com quem ele começa a namorar.  Um relacionamento que terminará depois que ele descobrir que o pai dela é o turrão, rabugento e moralista Xerife de Palms Springs Chief Ferret(John Vernon) que ele já havia tido o desprazer de conhecê-lo antes  quando este foi preso na sua delegacia por engano quando caiu do teto e foi parar na janela do quarto  de uma senhora que por azar viu sua  calça cair que o denunciou a policia por atentado ao pudor. Enquanto isso nem Joe e nem Chas obtém sucesso nos seus planos de transar com Ashley para ver qual venceria a aposta, logo depois eles terminam sendo desmascarados por ela. Como se essa confusão não fosse o bastante, eles recebem uma ligação de Nicole perguntando do paradeiro de Wendell, que tinha sumido com o jipe deles. Joe e Mother  então roubam o carro de Chas e vão atrás de Wendell na mansão do Xerife e terminam indo parar na prisão. Eles só conseguiram serem soltos graça a quem aos seus rivais que mobilizaram muita gente no resort para irem na delegacia fazerem muito barulho para soltarem Joe e Mother. Enquanto que Wendell terminou se dando bem no final das contas já que ele ficou com  Ashley que a conheceu na estrada quando ela parou o carro para ajudá-lo.




O tom bem apelativo de safadeza apresentado neste filme que contou com  a direção de James Frawley que já tinha uma longa carreira antes de dirigir este filme o torna bastante datado, especialmente pelo tipo de abordagem que ele apresenta aqui, como por exemplo, a Ashley ser alvo da aposta de Joe e Chas que se utilizam de manobras bizarras  para se aproximar dela é uma coisa que nos tempos de hoje com empoderamento feminino poderiam acusar este filme de machista, misógino, assim como ele não se filtra em  apelar para a sensualidade extrema  ao mostrar o strip-tease de Chrisse e Marianne para Joe e Mother  ou mesmo eles não terem o menor senso de ridículo ao mostrar a perversão de Mother tirando  fotos da Ashley peladona da janela dela. Junto também com as gírias apresentadas nos diálogos e a  trilha sonora tocada traz características que bem rementem aos anos 1980. Por ser considerado o tipo de comédia B, lançado diretamente para home vídeo,  ele bem se permitir a uma liberdade criativa, o que caso se fosse um filme A teria de com certeza seguir algumas regras. Do elenco destaco para Stephen Geoffreys como Wendell, a maneira como ele imprimiu bem ao personagem que se diferenciava de Joe e Mother por ser magrinho, baixinho e agir de forma atrapalhada e desengonçado  com muitos toques de humor físico fazem ele roubar as cenas constantemente numa representação bem caricata de como era a visão do nerd há 30 anos atrás. Diferente de hoje onde você ser nerd, é ser descolado por conta da influência da cultura pop dos super-heróis, antigamente a visão que se tinha do nerd era de um sujeito estranho, esquisito dentre outros estereótipos. O estereótipo  que ele representou aqui neste filme hoje em dia daria muita polêmica com certeza nas redes sociais, especialmente pela maneira como o ator representa o personagem abobalhado com ar bastante ingênuo a ponto de não perceber por exemplo, as intenções um tanto duvidosas e maliciosas da dupla de amigos que os acompanham em viagem para Palms Springs que curtem tudo de graça, pago pelos seus pais,  e ele é quem termina criando uma grande surpresa ao acabar ficando com a disputada da Ashley.  Outro nome do elenco a ser destacado é Tim Robbins como Mother, um dos poucos que conseguiu fazer uma carreira de sucesso em Hollywood. No filme ele desempenhou muito bem a figura do tipo conquistador canastrão, mulherengo mas que termina  sem conquistar nenhuma mulher.  Cameron Dye como Joe desempenhou bem no personagem um tom cafajeste que aceitou uma aposta com outro cafajeste para transar com uma mina. Já Leigh McCloskey como o Chas desempenhou bem o papel imprimindo um cinismo ao jeito narcisista e egocêntrico dele para conquistar seu objetivo na aposta.  Sheree J. Wilson no papel da Ashley imprimiu bem na personagem papel a figura de uma bela e disputada gatona com ar ingênuo, que conseguia cair fácil na armadilha de dois cafajestes. Já Barbara Crampton e Kathleen Kimmont  como Chrissie e  Marianne assumem bem a função que suas personagens estabelecem dentro do roteiro sem muito aprofundamento. São bastantes rasinha, assim como raso ficou a representação de Matt McCoy como Springer, que em boa parte filme ele só fica estabelecido como o companheiro do Chas, mas sem muita função e aprofundamento para o desenvolvimento da história. Amanda Bearse como a Nicole desempenha o papel dela como uma boa moça que até parecia demonstrar estar apaixonada de verdade pelo Wendell, mas, que no fundo foi  se mostrando  uma fraca, uma covarde, em não encarar o seu pai para defender Wendell. E por fim destacar para o excelente desempenho  do falecido John Vernon(1932-2005) que no filme fez um brilhante desempenho do turrão e moralista Chief, o Xerife de Palms Springs. Um tipo bem peculiar e pitoresco que conseguia ser engraçado, mesmo sendo o cara mais detestável da história. Principalmente por manter uma hipócrita postura autoritária de  moralista de prender que ele considera uns bandos de  vagabundos em  Palms Springs. Postura parecida com o  que temos visto bastante ultimamente em nosso Brasil  com este atual desgoverno de um certo milico. Também sem esquecer de mencionar a participação da sueca Britt Ekland, cujo papel mais famoso no cinema foi como a  bond girl Mary Goodnight em 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro(The Man With The Golden Gun, Reino Unido, 1974), que neste filme participou rapidamente  fazendo a garçonete Ivete que atende o trio de rapazes num barzinho em Palms Springs, onde o Wendell teve seu primeiro encontro com a Nicole.




 

Lembro da única vez que vi este filme passando na TV, confesso ter achado bastante divertido. E após ter revisitado várias vezes essa obra pela internet,  pude constatar com outros olhos, posso descrever que Férias da Pesada, é ainda divertido, mesmo se mostrando bastante datado, cujo mote e estética cômica se fosse apresentado  e produzido nos tempos de hoje com certeza daria muito textão do facebook, o acusando de ser bastante apelativo, principalmente na maneira como sensualiza   a representação feminina e como sempre a mulher vira de algum jeito um objeto de desejo.  O teor teria de ser bastante amenizado.




Algumas situações mostradas no filme podem gerar algumas estranhezas para nós brasileiros, como o fato de Wendell, um estudante universitário calouro ir  para Palms Springs acompanhado de dois caras que mal se conheciam, o que pode-se ser explicado pelo fato daquilo está bem representando uma típica característica do jovem americano querer ser independente e poder construir sua própria vida e fazer algo compartilhado.  Curioso notar que no original, o título é Fratenitty Vacantion, que traduzido ao pé da letra seria mais ou menos como Férias Fraternais. O que poderia soar muito estranho. Mais estranho é o fato de que ele já foi veiculado com outros títulos muito diferentes como: A Primeira Transa de Um Nerd e Quando a Turma saí de Férias.



Ainda assim, ele não deixa de ser um bom exemplo de filme até que divertido com a cara do público jovem dos anos 1980, mesmo que sua estética cômica fosse muito apelativa para mostrar as altas doses  de erotismo e de azaração, principalmente, mesmo assim  ele carrega a típica cara da alta estação quente do verão.

Como diz Erasmo Carlos no título  de sua clássica canção da Jovem Guarda: “Pode vir quente que eu estou fervendo”.


terça-feira, 28 de dezembro de 2021

NÃO OLHE PARA CIMA: UMA SÁTIRA AO NEGACIONISMO DOS GOVERNANTES COM A CIÊNCIA

 

 

 

No último domingo de 2021, fui conferir a mais recente produção original da Netflix,  intitulada Não Olhe Para Cima (Don´t Look Up, EUA, 2021), cuja história é bastante satírica com o que temos vivenciado ultimamente com o negacionismo dos nossos governantes com a ciência. 





Ainda mais nesse clima de pandemia de COVID-19, onde aqui um grupo de cientistas tentar alertar a ameaça de um cometa chegando na Terra. Uma ótima tragicomédia parodiando o gênero catástrofe, cujo roteiro é magnífico. Muito bem dosado, contou com a direção de Adam Mckay  e com um incrível elenco estelar. Contando com Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Merly Streep e Jennifer Lawrence.  Recomendo.

sábado, 25 de dezembro de 2021

ANIME NATALINO: OS PADRINHOS DE TÓQUIO

 

Na manhã natalina de sábado, 25 de dezembro de 2021,  conferi a animação japonesa Padrinhos de Tóquio(Tokyo Godfathers, Japão, 2003). Dirigida pelo Satosh Kon(1963-2010). 






Que também assumiu outras funções ao lado de sua equipe que trabalhou nessa animação.  Apesar da animação trazer uma temática natalina. Ela não é um tipo de obra recomendada para se assistir com criança. Principalmente pelo fato dele apresentar umas pesadas temáticas adultas envolvendo  violência doméstica, adultério, abandonos enfim. Muito ao contrário do tanto de filmes de  Hollywood que exploram essa temática nessa para ganhar lucrar com aquele ar mais divertido. Ainda mais que o protagonismo são da figura dos moradores sem-teto, os mendigos. Que se tornam os protetores de uma criança abandonada no lixo. Uma metáfora cristã dos três Reis Magos visitando o Menino Jesus.  É curioso observar a temática da celebração natalina na visão sociocultural de um país como o Japão, cuja porcentagem de população cristã é pequena. Boa parte ou é budista ou xintoísta.  E cujo protagonismo é de uma parcela da sociedade japonês que a gente ignora existir num país que figura como a maior potência econômica do mundo em tecnologia, mas que tem uma cultura milenar. Que são os pobres moradores de rua simbolizados nos protagonistas Gin, Hana e Myuki. A Hana é quem do trio mais destaca por ser uma travesti que retrata bem a representação banal da comunidade LGBTQIA+ em todo mundo. Da discriminação homofóbica que eles sofrem diariamente. O filme tem disponível na Netflix. Apenas com áudio original e com legendas. O que para quem gosta de assistir qualquer animação dublada possa estranhar ouvindo na língua japonesa,  eles falando as vezes de uma forma gritada como se parecessem que estivessem brigando e estando sempre de humor. Ou mesmo acompanhar eles falando uma frase longa que na legenda é traduzida com uma curta ou frase curta virar uma frase longa na legenda. De todo jeito ver esse filme a nível de curiosidade.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

RESENHA DO FILME OS GUARDIÕES(2017)




Olá Grandes Super-Heróis, nesse vídeo vou comentar sobre um filme que assistir estes dias que é de uma equipe um tanto diferente. Ela não pertence nem a Marvel e nem a DC. Aliás, eles nem são dos EUA, mas sim da Rússia. Estou me referindo à Os Guardiões(Zaschitniki, Rússia, 2017)

Uma produção russa de 2017, que trazia uma proposta interessante de mostrar uma equipe de heróis formada pelo então Governo Soviético em plena Guerra Fria.

“Uma organização secreta chamada "Patriota" recrutou um grupo de super-heróis russos, modificando o DNA de quatro indivíduos, com o objetivo de defender o país de ameaças sobrenaturais. Arsus, Khan, Ler e Xenia representam os diferentes povos que compõem a União Soviética, e mantêm suas identidades bem guardadas para, também, não expor aqueles que têm a missão de proteger.”

Esse grupo é recrutado pelo exército russo, principalmente para impedir do malvado e gananciosos cientista August Kuratov, que usa da manipulação da eletricidade em seu corpo para seus fins maléficos.

Peço antecipadamente desculpas  se minha dicção em russo ficar horrível, principalmente para pronunciar os nomes do elenco e da direção envolvidos nessa obra. Que são bem complicados tanto de ler quanto de pronunciar. Bom, mas vamos lá.

O filme contou com a direção do armênio  Sarik  Andreasyan, o próprio também escreve o seu roteiro junto com Andrey Gravilov e Gevond Andreasyan que é o produtor e irmão do diretor da obra.

Que fizeram provavelmente para entrar na onda dos super-heróis em Hollywood, principalmente com as produções da Marvel Stúdios. Ainda mais pelo histórico de que como a Rússia sempre foi retratada de forma banal por Hollywood, inclusive nas histórias em quadrinhos de super-heróis durante décadas, fazia sentido a intenção deste filme  feito na Rússia para modificar a representação banal.

O elenco contou com atores, que provavelmente não sejam tão conhecidos do grande fora da Rússia. Tipo, já estiveram  presentes em produções famosas de Hollywood, ou mesmo nas produções de séries russas disponíveis nesses stremings.

Mais uma vez, peço desculpas pela minha péssima dicção para pronunciar os nomes dos principais atores que compõe o elenco.

Mas vamos lá, começo primeiro mencionando o nome de Anton Pampushny, que representou o Arsus, um dos que compõe o quarteto de super-herói, numa versão quarteto fantástico russa, cujo poder é o de se transformar em urso humanoide, Sebastien Sisak que faz o Ler, outro que também compõe a equipe superpoderosa para combater a ameaça de Kuratov, é o que tem a habilidade de fazer a terra tremer. Sanjar Madi que representou o Khan, uma espécie de ninja  que cobre o rosto com uma máscara preta e  usa umas  duas  espadas curvas, bem característico de um guerreiro espadachim. E fechando o elenco protagonista dos heróis, Alina Lanina que representou Xênia, a única mulher do grupo e com habilidade de ficar invisível, principalmente quando mexe com a água. O que bem enfatiza como eu já havia colocado antes em comparar Guardiões como uma espécie de Quarteto Fantástico Russo. É a que posso colocar que foi bem colocada com o intuito de virar uma objetificação erótica masculina, a prova disso é que na cena onde ela está testando no QG Militar da organização, um novo uniforme, desenvolvido por eles,  temos um momento onde a câmera dá um close anatômico na bunda dela, que só por isso você já pode tirar a conclusão de que ela foi mesmo pensada dentro da visão um tanto machista  de um  estereótipo sexualizado que o mundo tem da mulher russa.

Mas, enfim, também faço menção  as participações no elenco de Stanislav Shirin, que defendeu brilhantemente   o papel do grande antagonista da obra,  o diabólico  Dr. Kuratov, um sujeito bastante cruel,  vil,  detestável que usa da sua  inteligência para o mal, que em conjunto ao design de sua caracterização grotesca e  horrenda, cria um aspecto bastante medonho. E por fim menciono do elenco, a participação de Valeryia Shkirando ne pele da  Major Elena Larina, que é a parte fundamental dessa história, pois ela é quem vai comandar dentro da organização o  recrutamento de  cada um desses para formar uma equipe de super-heróis  ao descobrir e enfrentar a ameaça de Kuratov.

Num Balanço Geral, posso descrever que Os Guardiões, bem se caracteriza como um tipo de produção que vale a pena ser assistido, mais  a nível de curiosidade, principalmente por não ser uma produção americana que explora o gênero super-herói. No caso aqui, uma produção russa, que descaradamente pega muita coisa característica do gênero hollywoodiano, criando um quase plágio do Quarteto Fantástico da Marvel. É necessário assisti-lo de cabeça aberta sem muita expectativa de esperar algo que transgrida ao gênero. 

Para uma megaprodução nos níveis hollywoodianos para o gênero super-herói, como os efeitos especiais, a ação, a adrenalina, a explosão e o show de muita explosão, ele cumpriu bem essa função,    apresentando  um roteiro até que bem feito  originalmente para o filme, pois até onde pesquisei para elaborar o roteiro deste vídeo, lá não constava nenhuma inspiração de algum quadrinho de super-herói feito na Rússia. Com uma intenção bastante ousada e com muita pretensão no sentido comercialmente falando, tanto que foi até mostrado uma cena pós-crédito como a Major Larina fugindo de uma perseguição, deixando um gostinho de produzir uma sequência que provavelmente não vai sair por conta da bilheteria muito fraca na época do lançamento.

Portanto, se vocês forem assistir ao filme sem esperar grandes expectativas, assistir mais a nível de curiosidade mesmo,  talvez ele possa te agradar. Eu vi este filme assim a nível de curiosidade e confesso que me surpreendi bastante, em ver um tipo de filme do gênero super-herói que não é americano, mas que não deixa de ser bom de ser assistido. Já inclui  na minha lista de filmes preferidos de super-heróis.

Bom, vou terminando por aqui, se você não é inscrito no canal, se inscreva, me siga nas minhas redes sociais. Se você gostou do vídeo, aperte na mãozinha do like, pois ajuda e muito o meu canal a ser relevante. E comente aqui embaixo na barra de comentários o que você achou.

Muito obrigado e para o alto e avante e sempre vigilantes.

 


terça-feira, 2 de novembro de 2021

DUBLADORES DOS HERÓIS QUE PARTIRAM EM 2021

   

Olá Grandes Super-Heróis, nesse vídeo trago uma homenagem aos dubladores brasileiros que deram vozes aos heróis que amamos e que partiram em 2021. Nesse especial dedicado ao dia de finados.