terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

RESENHA DOS FILMES OS MISERÁVEIS E JOÃO E MARIA: CAÇADORES DE BRUXA
























Durante estes dias de Folia, fui conferir no cinema dois exelentes filmes em cartaz, em comum ambos são livres adaptações cinematográficas de obras literárias clássicas,  com estéticas e abordagens sobre pontos de vistas bem diferentes.





















Começarei comentando sobre o primeiro filme que conferi durante esses dias de farra carnavalesca, esse primeiro  foi "Os Miseráveis", na tarde de Domingo, 10 de Fevereiro de 2013, no Praia Shopping.  
Os Miseráveis é uma adaptação cinematográfica de um musical da Broadway, cuja inspiração foi num famoso romance literário clássico do escritor francês Victor Hugo(1802-1885), cuja primeira publicação data de 1862. A trama de "Os Miseráveis" tem como cenário, retratar a França do século XIX em diferentes passagens de tempo, em diferentes momentos históricos tumultuados que a França viveu neste século e  sempre pela ótica de Jean Valjean(Hugh Jackman). Na primeira passagem do filme, começa a história sendo ambientada na França do começo deste século, na fase Pós-Revolução Francesa e vivendo o auge do Império Napoleônico. O protagonista Jean Valjean já aprisionado por roubar um simples pão para alimentar sua irmãÉ nesse ambiente que durante um dia chuvoso Jean Valjean participa de uma atividade externa de carregar madeiras pesadas nas galés. É nesse lugar que ele conhece o homem que vai sempre aparecer em seu caminho para atormená-lo no decorrer da obra, estou me referindo ao Inspetor Javert(Russel Crowe). Em diálgos cantados a história vai se desenvolvendo na longa odisséia de Jean Valjean depois de coneguir sair da prisão, atravês da liberdade condicional depois de cumprir 19 anos de prisão. Valjean vai enfrentar agora a hostilidade da sociedade ao estigmatizá-lo por ser um ex-preso.
A única pessoa que o acolhe é o benevolente Bispo Myriel na sua Igreja. Valjean nesse momento desesperado, e sem ter mais noção do certo e do errado, acaba cometendo o roubos dos talheres prateados e foge, logo é pego em flagante pela polícia, e mandado de volta para a Igreja na presença do Bispo, é o próprio que o salva alegando que os talheres de prata foi um presente para ele. 

É nesse momento,  que Valjean passa a voltar a preceber a noção do certo e do errado e resolve mudar de vida adotando diferentes nomes. 

Depois dessa primeira passagem, o filme vai se desenvolvendo em momentos diferentes. Muito tempo depois de Valjean ser libertado, ele agora utilizando uma nova identidade é dono de uma fábrica de tecidos. Onde tem Fantine(Anne Hathaway), como uma de suas funcionárias. Ela é bastante hostilizada pelas suas colegas. Ainda mais depois que uma delas descobre o segredo de Fantine, ela tinha uma filha Cosette. A menina vivia aos cuidados  do casal Monsier(Sacha Baron-Cohen) e Madame Thenardieu(Helena Bonham Cartter) donos de uma pousada de onde ela foi empregada e que vivem explorando e maltratando a pequena Cosette. Quando todas na fábrica souberam do segredo de Fantine, não teve outro jeito ele acabou sendo demitida e foi parar nas ruas dos submundos perifericos de Paris, onde não viu outra escolha a não ser prostituir para sobreviver e dessa maneira pagar o montão de dívidas contraídas com os  Thernadieurs. 


Em paralelo ao drama de Fantine, Valjean se depara de novo com Javert, que no primeiro momento  não consegue reconhecer Valjean.  Isso até o momento em que Javert ao perceber Valjean ajudando a levantar uma madeira de carroça quebarada e faz um movimento que faz Javert remeter  um prisioneiro levantando as galés e de uma forma muito semelhante, é então que Javert que começa a deduzir que Valjean depois de tanto tempo, pôde vê-lo solto  justamente como homem mais importante na sua frente. É também nesse momento que Valjean se oferece para ajudar Fantine, que muito doente, acaba morrendo. E com a morte dela, Valjean resolve assumir a tutela de Cosette. Essa passagem termina com Javert chegando para Valjean comentando que ele estava enganado em suspeitar dele ser um ex-prisioneiro da condicional, que eles conseguiram encontrar na figura de um pobre homem inocente pensando que era o próprio. Este fica completamente  em dúvida, se vai ou não ao tribunal e assumi a sua verdadeira identidade, não deixando uma  pagar pelos seus crimes como bode expiatório. E termina justamente ele admitindo que é o verdadeiro Valjean.


Já nas passagens finais do filme, a história vai se desenvolvendo muito anos depois da morte de Fantine, Cosette(Amanda Seyfried) agora uma linda mulher feita, e ainda sobre a tutela de Valjean. É nessa passagem que Cosette irá despertar o coração de Marius(Eddie Redmayne), um jovem idealista que participa de um movimento   armado contra a opressão governista. Marius também desperta o coração da bela jovem Eponine(Samantha Barks). Essa Cosette bem conhece, já que ela é  filha do casal Thenardieurs, a quem Cosette a conheceu quando ainda vivia sendo hulmilhada na pousada destes. Os Thenardieurs aparecem nessa passagem agora completamente falidos, vivendo de aplicar pequenos golpes. É nesse conflituoso cenário poítico francês que Valjean mais uma vez irá se deparar com Javert, e terão os seus acertos de contas.


Bom dessa longa descrição da trama, vou descrever as minhas impressões  a respeito do filme nos quesitos técnicos e artisticos. Primeiro artisticamente, eu achei a trama do filme ótima, uma trama bastante densa, onde atravês dos diálogos musicados, o filme consegui transmitir ao espectador muita emoção que são bem captados pelos personagens. Confesso, que antes de conferir ao filme ainda não tive a oportunidade de fazer uma leitura dessa obra de Victor Hugo, portanto seria impossível bancar o chato de colocar uma comparação com a obra hugoana, colocando nuances  ou mesmo passagens do livro que ficaram de fora no filme. No entanto,  posso colocar que ele conseguiu justamente captar a essência critica da visão de Hugo sobre o caótico cenário da França neste perídodo. A obra transpõe para os leitores a imagem de uma sociedade da França  ignorada. Normalmente, quando se fala em França, se associa logo ao glamour, as artes, a escritores geniais, a elegãncia, a capital Paris-Cidade Luz, sempre com esse tom poético e meio mascarado. Mas a visão que Hugo transpoê e na qual posso colocar que o filma capta bem, é de uma França sem máscara com uma camada da  população pobremente excluida, que vivem a margem da sociedade, vivendo a mercê da promiscuidade e representados nas figuras de Jean Valjean e Fantine, carregando os estigmas impostos por gente muito  mediocre. Não tem quem ao assistir o filme não sinta as dores de Valjean ou mesmo de Fantine, e não sinta desprezo por Javert. E para finalizar, posso colocar que o filme no aspecto técnico também conseguiu captar a atmosfera do clima tenso vivido pela França.  A cenográfia conseguiu recriar a atmosfera da França sem máscara como já coloquei, um país tão reverenciado pela elegãncia, também esconde o lado podre e ignorado atravês das populações das periferias. Os figurinos também ficaram perfeitos recriando as vestimentas típicas do século XIX. Desde as mais simples como a usada por Valjean na prisão, até mesmo as mais elegantes. Quem assume a direção do filme é Tom Hooper, cineasta que carrega um bom curriculo cinematográfico. O elenco está brilhante, Hugh Jackman como Jean Valjean, consegue colocar nele a visão de um sujeito malvisto pela sociedade, algo parecido com o mutante com garras de aço Wolverine da franquia cinematográfica de X-Men, onde lida do mesmo jeito que Valjean com o desprezo e o estigma da sociedade. Russel Crowe como o desprezivel Inspetor Javert nem de longe lembra que já foi o oprimido  herói Maximus em Gladiador, Anne Hathaway me surpreendeu com a interpretação chorosa da sófrida Fantine, depois de ter arrasado como a sensual Mulher-Gato em Batman-O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Amanda Seyfried também desempenha um excelente perfomance  como a Cosette e Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen mostram uma ótima desenvoltura cômica nos respectivos  papeis do casal Thenardieurs. 

É um ótimo filme com uma  estética  para se apreciar como obra de arte.






Bom, mas agora que conclui meu comentário sobre Os Miseráveis, vou iniciar uma resenha sobre outro filme em cartaz, que também conferir durante as festividades do Carnaval. Assim como Os Miseráveis, ele também é uma livre adaptação de uma clássica obra literária. Estou me referindo a "João e Maria: Caçadores de Bruxa".















  







Já quanto a "João e Maria:Caçadores de Bruxa", filme que conferi na tarde de Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2013, no Midway Mall.  Com direção do norueguês Tommy WirkolaA trama é uma livre adaptação do famoso conto de fadas escrito por dois alemães: os irmãos Jacob(1785-1863) e Wilhelm  Grimm(1786-1859). João e Maria, ou Hansel und Gretel como é o título original dos protagonistas. A versão clássica de João e Maria,  sempre contada e recontada para crianças das mais  diferentes gerações, seja ouvindo das suas professorinhas de maternal  ou mesmo lida por seus pais. 
Todo mundo sabe quase que decorado que João e Maria trata da história de dois irmãos, filhos de um pobre lenhadorUm dia, João e Maria decidem sair de casa e passam caminharem pela floresta. No caminho, eles decidem jogar migalhas de pão para poderem se orientarem na  volta, como fez o herói Teseu na Mitologia Grega ao entrar no labirinto para combater o Minotauro. Ele desde que entrou no labirinto jogou um novelo para se orientar no retorno.
Mas acontece que eles não contavam que um bando de passarinhos apareceria para comer as migalhas de pão. E na floresta que eles se deparam com uma casa de doces, onde são bem recepcionados por uma simpática senhora que os  oferecem uma fartura destas guloseimas. Elas de tão alegres nem imaginam o perigo de que aquela simpática senhora é na verdade uma bruxa que esperava eles engordarem para transformá-lo em aperitivos para ela devorar. No final, todo mundo sabe que eles acabam conseguindo derrotarem a bruxa e voltam para os seus país.

Isso é o que a versão que país e as professorinhas de maternal costumam repassarem para as crianças, principalmente no quesito que diz respeito aos valores éticos e morais transmitidos por esses  contos, como por exemplo tomarem cuidado ao falarem com estranhos. E por isso são tão elogiados e referenciados. Mas conseguiriam eles  imaginarem como viveriam essas mesmas crianças crescidas? 

É o que "João e Maria: Caçadores de Bruxa" proporciona, uma nova visão sobre as duas crianças. Agora um homem e uma mulher feitos, dessa vez não mais tão inocentes e muito menos igênuos, mostrando que tem valentia para enfrentar qualquer bruxa malvada. 

No filme, o enredo se desevolve da maneira como sempre é conhecida e da qual descrevi acima, com os protagonistas crianças caminhando pela floresta. Vai seguindo uma certa "fidelidade" com a trama literária.Com o difencial de o filme mostrar eles indo para floresta  por uma imposição dos pais, a maneira como essa passagem deles caminhando pela floresta é transmitida difere bastante das descrições literárias. No filme,  essa passagem é mostrada com uma atmosfera sombria, sem muito aquela caracteristica colorida como é descrito nos contos. A famosa casa de doces da bruxas, mostrada também  no filme, não tem esse aspecto exageradamente colorido, assim como os protagonistas logo de cara mostram que diferentemente das crianças bobas dos contos de fadas, eles dois de bobos não tem nada e mostram já terem coragem  matá-la. É com essa valentia que eles se especializam em caçarem e matarem bruxas.


  É dessa maneira que ocorre a construção e o desenvolvimento da narrativa  da trama. Chegando  ao passar dos anos, os dois  já adultos, agora como habeis caçadores profissionais de bruxas, vivendo uma vida errante após destruirem a Bruxa da Casa de Doces, os dois nunca mais souberam do paradeiro dos seus país e mostrando não terem nada de ingênuos e bobinhos e podendo até praticar umas atitudes politicamente incorretas. João(Jeremy Renner) e Maria(Gemma Arterton) se tornaram duas grandes celebridades com os nomes estampados em publicações dos jornais de todos os vilarejos, pelas incriveis façanhas de  caçarem e matarem os temidos seres malignos utilizando-se de espadas e arcos flechas.

E será durante uma das caçadas a malvada Bruxa Negra Muriel(Famke Janssen), que eles iram se deparar com algo que pode botar em risco suas reputações de caçadores de bruxas e ainda tentarem impedir que ela continue perseguindo mais crianças dos vilarejos para sacrificá-las num sangrento ritual lunar.

Como já havia descrito acima, a livre adaptação do famoso conto de fadas dos Irmãos Grimm cria  uma nova roupagem, uma visão completamente inovadora e ousada de imaginá-los como eles seriam  adultos. Não é a primeira vez que o cinema tenta tomar essa iniciativa de transformar crianças  dos contos de fadas em adultos. Em 1991, o consagrado gênio do cinema Steven Spielberg, teve a fantástica e porque não dizer brilhante idéia de levar o Peter Pan, o menino que não queria crescer em homem feito no filme "Hook-A Volta do Capitão Gancho". Naquele filme, que teve o comediante Robin Willians como protagonista do Peter Pan adulto, representado na figura de um brilhante  advogado e executivo bem-sucedido, casado e pai de dois filhos com a Wendy, a mesma menina que ele a havia levado para Terra do Nunca junto com seus dois irmãos menores John e Michael. Em "Hook-A volta do Capitão Gancho", o Peter Pan adulto já tinha esquecido completamente da sua vida de criança na Terra do Nunca, desde que resolveu sair de lá e foi viver no mundo de Wendy. Nem mesmo conseguia se lembrar dos Meninos Perdidos, da Fada Sininho e dos pervesos piratas do Capitão Gancho.  Até chegar o momento em que ao receber a visita da intrepida Fada Sininho(Julia Roberts) lhe contando que  Gancho(Dustin Hoffman) havia sequestrado os seus filhos.  Ele resolve voltar para a Terra do Nunca, reaprender a voar para além de enfrentar uma grande e decisiva batalha contra o Capitão Gancho e salvar seus filhos, ele precisava adquirir de novo a essência de criança dentro dele. Detalhe que Hook-A volta do Capitão Gancho, mesmo mostrando uma versão repaginada sobre o famoso menino que não queria crescer, ou seja, uma livre inspiração de um clássico da literatura infantil britãnica  escrito por James Matthew Barrie ou J.M. Barrie(1860-1937) como costumava assinar, cuja primeira edição publicada data de 1911. 
 Nela foi mantida a essência característica transmitida pelos livros, mesmo agora o personagem já sendo adulto, principalmente no que diz respeito da transmissão de valores. Spilberg construiu a trama de uma maneira tão mágica, tão explendida mas sem precisar fugir do universo fantasioso infantil do livro, a transformando num típico filme de entrenimento que pudesse agradar  tanto as crianças quanto aos adultos poderem assistirem.

Já em se tratando de "João e Maria:Caçadores de Bruxa", pode  observa-se que da maneira  como foi construida a estética da trama  nessa versão cinematográfica inspirada no clássico dos Grimm. O que os diferencia de "Hook-A Volta do Capitão Gancho". É como já descrevi, e de forma resumida posso colocar que a grande diferença de João e Maria adulto para o Peter Pan adulto, está na maneira como foi construida  as tramas desses diferentes filmes: Enquanto que Hook, ao mostrar o Peter Pan adulto, procurou manter certas caracteristicas da essência do personagem de Barrie. Em Caçadores de Bruxa, carrega o objetivo de mostrar um João e Maria adultos adqurindo personalidades e perfis que em nada lembram as suas essências  dos conto descritos  pelos Grimm, principalmente em serem descritos como as típicas crianças ingênuas e indefesas.

Na atualidade, psicólogos, pedagogos e até mesmo críticos literários andaram escrevendo e publicando artigos a respeito de suas  decifrações e descobertas de passagens ocultas a respeito das fontes que inspiraram  as famosas histórias dos contos de fadas. Levando a crer  que estes contos como conhecemos sempre esconderam um lado dúbio. Principalmente em se tratando da ocultação de passagens sobre sentimentos de inveja, práticas de canibalismo, estupro, rituais satãnicos, práticas de erótismo entre outras situações um tanto barra pesada. João e Maria também não foge a essa regra, o conto cuja primeira data de publicação não é muito precisa, mas garante-se que  seja contemporâneo por exemplo de "Os Miseráveis", livro que inspirou o filme musical no qual descrevi acima.

Quando escreveram João e Maria, os Irmãos Grimm, assim como quando escreveram muitos de seus outros contos, se inspiraram nos relatos orais das lendas que ouviam nos vilarejos onde moravam. Nas descrições  orais  de João e Maria, os dois irmãos são mandados para a floresta por imposição do pai, que não tinha condições de cria-los, de tão pobre que era e em outras há a descrição de no lugar da bruxa tentar devorá-los, é um demônio, e para acabarem com essa horrenda criatura elas pegam uma faca e cortam o seu pescoço, ficando com o dinheiro e a carroça. Na descrição original de João e Maria, com toda uma característica foloclórica que em nada lembra a inocencia e a pureza que os adultos costumam relatar  para as crianças gerações após gerações. Também existem descrições que João e Maria são " uma versão esterilizada para a classe média do século XIX, mas a original era uma admoestação da dureza da vida na Idade Média. Devido á fome e á constante escassez de comida, o homicidio infantil era uma prática comum na Idade Média. Nesta história, os irmãos são deixados num bosque para que morram ou desapareçam  porque não podem ser alimentados."*


Confesso não ficar muito surpreso quanto a estas suspostas novas interpretações que lidam o lado oculto dos contos de fadas. Mesmo porque como tenho formação em Licenciatura em História, e aprendi muito bem durante os meus quatro anos de graduação que os eventos históricos não são programados e nem muito menos ocorrem por mera casualidade. Para compreendê-los não basta só o estudante de Fundamental e Médio ficar decorando datas, nem muito menos os episódios e nem o nomes dos heróis, como se fosse a coisa mais fácil de aprender do que um cálculo de matemática por exemplo. A história não é uma ciência exata como bem aprendi durante meus quatro anos de  gradução, e aprendi também que os santificados heróis não eram tão perfeitos  como seres humanos e também carregavam sua face dúbia.  E para acontecer os importantes episódios haviam outras  determinadas circunstãncias e atecedentes para ser possível de acontecer. Portanto, posso assim  colocar que assim como os importantes nomes da história, os personagens dos contos de fadas também  estão acima do bem e do mal.


Para finalizar, do mesmo modo como coloquei acima em "Os Miseráveis"  também colocarei nesse, as minhas impressões, os meus elogios e as minhas análises nos aspectos técnicos e artisticos do filme. Técnicamente, eu achei a trama do filme desde a construção até  o desenvolvimento  uma maravilha, eles souberam como ousar na capacidade imaginativa e criativa, em transformar uma famosa história infantil num entretenimento para adultos. Gostei demais da locação ter sido rodada inteiramente na Alemanha, a terra natal dos Grimm. Ainda mais, nas cidades rurais onde tem a vegetação típica e as bem preservadas casas antigas que bem rementem aos cenários que inspiraram os Grimm a recriarem em seus contos. Achei também magnifico os figurinos dos protagonistas, tendo momentos em que se alternam umas vestimentas de couro preta, que utilizam como uniformes de caçadores com um aspecto mais caracterizado a ares de modernidade e as vezes se vestem com as vestimentas dos camponeses do vilarejo. As maquiagens das bruxas negras ficaram perfeitas, de uma maneira a deixar o espectador apavorado e ter um pesadelo. Os efeitos especiais e os visuais nas cenas em que João e Maria multilando os corpos das bruxas também ficou perfeita, de uma maneira que para quem  não tem estômago ou nervos de aço, é recomendável não vê. Ao mesmo tempo que criou um show de magia e ilusionismo perfeito, tirando os exageros das licenças poéticas. A sua estética carrega elementos mesclados de um típico filme de ação com terror e com um pouco de comédia, o que não significa pertença a categoria dos filmes terrir. Também gostei da ousada idéia deles enquadrarem o plano de uma discreta  cena erótica de João muito esperto, ao ficar acompanhado de uma bela bruxa branca de cabelos ruivo num tom claro ao observá-la em pleno bosque tirando a roupa para se banhar no lago, a cãmera foca bem a visão  dele no  primeiro momento  apareciando-a e observando  só a parte  das costas dela, para depois no segundo momento mostrar ele olhando para ela de novo desta vez com a cãmera focando o  angulo do corpo inteiro dela, mostrando até mesmo a lombar dela bem desenhada e o belo par de pernas. É depois dessa olhada que João e ela entram no lago e começam a se beijarem e fazerem amor digamos assim. Essa cena da qual  descrevi pode não entrar na galeria dos filmes com as cenas de sexo mais picantes, mas pelo menos no que diz respeito a maneira como foi captada os ângulos bem enquadrados pela visão de João, posso assim descrever que a cena ficou bem traçada e perfeitamente posicionada como uma tipica de nudez puramente artistica. Aposto que nem os Grimm dois séculos antes imaginariam João adulto agindo como um depravado sexual. Bom, depois de tanto comentar sobre o aspecto técnico, vou agora concluir comentando sobre o aspecto artistico. O filme como já havia colocado no começo, tem a direção do norueguês Tommy Wirkola, cineasta com um pequeno currículo, antes desse filme, ele havia só dirigindo produções sem muita repercussão como Zumbis na neve(2009), filme no qual ele trabalhou a primeira vez com o elemento terror que colocou a meu ver muito bem construido em João e Maria: Caçadores de Bruxa. No elenco destaco Jeremy Renner e Gemma Arterton como os protagonistas João e Maria adultos. Renner como João demonstra o mesmo manejo com o arco e flecha e resolver como bem demonstrou fazendo o Gavião Arqueiro, seu personagem no recente filme dos Vingadores(2012). Já Gemma Arterton como Maria, antes de adaquirir o papel, onde  outras atrizes já haviam sido cotadas para este papel: como Diane Kruger e Eva Green. Antes de protagonizar a Maria, Gemma Arterton  já fez uma ponta em "Fúria de Titãs"(2010) e foi uma coadjuvante em "Príncipe da Pérsia: As areias do tempo"(2010).
Os dois desempenham brilhantemente os seus respectivos papéis, e resumindo o que já coloquei, o tom que eles colocam nos personagens adultos em nada lembra a ingênuidade ou mesmo a pureza das crianças descritas nos contos de fadas. E muito menos agindo  indefesos. Além dos dois colocarem nos personagens  um tom de valentia, os transformando em dois corajosos, destemidos e bons de briga, uns exemplo de guerreiros que rementem as lendas de cavalaria medieval ou mesmo a Robin Hood e seu banditismo social, também  colocam alguns aspectos não muito inocentes nos personagens, que envolve desde a maneira como eles eliminam  as bruxas com as mulitlações dos seus corpos até mesmo os momentos em que Maria sem querer chega a provocar olhares sedutores de homens por causa de sua beleza e João como já acima ter um momento depravado. Também no elenco destaco Famke Janssen como a malvada bruxa negra Muriel, da maneira como ficou caracterizada com o tipo de maquiagem colocada nela, pode-se dizer que ficou uma perfeição. A sua ótima interpretação da Muriel, nem de longe lembra que ela um dia já  foi a mutante com poderes telecinéticos Jean Grey na trilogia cinematográfica de X-Men.  Bem, se levarmos em conta uma semelhança que Muriel tem com a  Jean Grey, no quesito poderes. A Jean Grey   bem diferente da Muriel,  usava os poderes para o bem a não ser quando despertava a Fênix e ela então mudava de personalidade. Mas tirando isso,  Jean Grey sempre sabia utilizá-los para o bem, coisa que no caso da bruxa Muriel  essa dai é super má a ponto de praticar o canibalismo. 


Bom, depois desse longo comentário sobre os dois diferentes filmes que pude conferir nesses dias de folia no Carnaval. Eu posso concluir que da maneira como foi construido Os Miseráveis ficou um bom  exemplo de filme para se apreciar como cinema de arte. Já João e Maria:Caçadores de Bruxa, foi construido para ser um  típico  filme de  entrenimento basicamente para adultos e ainda mais com uma trilha sonora assustadora de Hans Zimmer, o responsável por compor as trilhas sonoras das trilogias de Batman Begins. Nesse eu garanto,  ficou maneiro.

Bom, depois desses longos comentários sobre esses  dois diferentes filmes que  eu pude conferir durante  os dias de folia carnavalesca. Posso recomendar em arrumarem um tempinho para confererirem enquanto ainda estiverem em cartaz claro.















 
FONTE:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-190788/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Miser%C3%A1veis
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-190788/creditos/
http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-135844/biografia/ 
http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2013/01/adaptacao-de-joao-e-maria-e-misto-de-acao-com-toques-de-terror.html 
*http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A4nsel_und_Gretel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hansel_and_Gretel:_Witch_Hunters
http://www.mudandodeassunto.com/o-lado-oculto-dos-contos-de-fada/
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-175244/ 
http://alanapsicologa.wordpress.com/2012/05/17/o-lado-oculto-dos-contos-de-fadas-na-psicanalise/
http://rebobinandomemoria.blogspot.com.br/2012/09/o-lado-negro-dos-contos-de-fadas-que.html http://rebobinandomemoria.blogspot.com.br/2012/12/o-lado-negro-dos-contos-de-fadas-que.html   
http://clickmack.blogspot.com.br/2010/11/o-lado-negro-dos-contos-de-fadas.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hook_(filme) 
http://pt.wikipedia.org/wiki/J.M._Barrie
http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Pan
 http://www.adorocinema.com/filmes/filme-142317/
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-175244/curiosidades/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

RESENHA DO FILME O ÚLTIMO DESAFIO

No Domingo, 20 de Janeiro de 2012. Fui conferir no Cinemark do Shopping Midway Mall ao filme "O Último Desafio".  O mais recente filme estrelado pelo fortão Arnold Schwarzenegger.























Admito que gostei demais de conferir  esse filme. Que traz de volta como protagonista o velho  astro musculoso dos clássicos blockbusthers de ação anos 1980, Arnold Schearzenegger na casa dos sessenta e cinco anos de idade, mantendo a boa forma  e muito pique para enfrentar os mais diversos  momentos de adrenalina que esse filme proporciona. É o primeiro  filme que o ator protagoniza  depois de um longo tempo afastado das telonas para se dedicar a carreira politica no dois mandatos como Governador da California.


Ao comentar sobre esse novo filme estrelado por Schwarzenegger, me traz a um momento nostalgia ao lembrar os diversos títulos de  filmes de ação que ele estrelou em seu auge,   quando criança, eu tive o prazer de conferir quando passava constantemente na grade da Sessão da Tarde os seguintes títulos: desde o espadachim  crimeiano em  Conan-O Destruidor(1984), passando pelos durões bons de tiros como o soldado John Matrix em Comando para Matar(1985),  o oficial da Polícia Soviética Ivan Danko em Inferno Vermelho(1988),  Douglas Quaid no primeiro O Vingador do Futuro(1989), ao androide que primeiro tentar matar e depois protege John Connor em O Exterminador do Futuro 2- O Julgamento Final(1991). Também conferir no cinema ele fazendo o papel do vilão de pele gelada Mr. Freezer em Batman & Robin(1997).  E algumas de suas  experiências fazendo comédias como no papel do detetive Kimble que tenta bancar o professor de um bando de pirralhos em Um Tira da Pesada(1991), co-estrelando com Danny DeVito em Irmãos Gêmeos(1988), um homem grávido em Junior(1994) e até mesmo protagonizando o papel de um pai que fará de tudo para  procurar o boneco favorito de seu filho em pleno natal em  Um herói de brinquedo(1996).E mais recentemente pude conferir a retomada do ator as telonas, depois de sua passagem na politica no papel de Trent Mauser nos dois filmes de Os Mercenários


Bom, mas depois de citar esse extenso curriculo do ator no passado, vamos voltar para o momento presente. Nesse recente filme, sob a direção do sul-coreadno Kim Jee-Woon em sua primeira experiência hollywoodiana depois de ter dirigido ao filme mais caro já produzido na Coréia do SulOs Invenciveis(2008).



Nesse filme, Schwarzenegger faz o papel do Xerife Ray Owens. Responsável por comandar uma delegacia  em um municipio de clima desertico no estado de  Los Angeles que interliga a fronteira dos EUA com o México, um lugar tão pequeno e pacato. Nessa cidade, o índice de criminalidade é tão pequeno que acaba entediando o número reduzido de agentes comandados por Ray, formados por Jerry(Zac Gilford), Mike(Luiz Guzman) e o exentrico Dirkum(Johnny Knoxville) estes são os que mais roubam as cenas com momentos muito hilários e a única mulher do grupo Sarah(Jaimie Alexander). O que Ray Owens não esperava é que Gabriel Cortez(Eduardo Noriega) o cérebro do tráfico internacional de drogas, que estava numa prisão em Los Angeles. Cortez consegue fugir durante o trajeto de uma sigilosa operação de transferência  comandada pelo Chefe de Policia  John Bannister(Forrest Whitaker) 





Acontece que para a surpresa de muita gente, a informação foi vazada por alguém da própria polícia que deixou ser comprado pelo dinheiro  de Cortez como ele já costumava fazer com outros políciais em seu país.  Que ao entregar para ele, conseguiu organizar com os seus comparsas um plano de fuga, que o levará a dirigir em alta velocidade levando consigo como sequestrada, a agente Ellen Richards(Genesis Rodriguez) que se descobre que ela é quem foi a responsável por informar  essa operação para Cortez. E nessa correria de carro, Cortez quer fazer de tudo para chegar justamente a cidade de Ray. E cruzar uma ponte que interliga os territórios americanos e mexicanos sem contar com um posto de fronteira. Owens terá de contar com os poucos recursos que tem e com o minimo de pessoal para enfrentar a artilharia pesada dos comparsas de Cortez.  O seu reduzido  pessoal sofre uma baixa com a morte de Jerry, mas contará com o reforço de Frank( Rodrigo Santoro), um militar que foi preso na delegacia de Owens por dirigir em alta velocidade. Este será o grande  desafio  enfretado por Owens depois que fracassou ao comandar uma grande operação policial em Los Angeles onde ele terminou rebaixado para esse local.







A minha observação sobre esse filme em diferentes aspectos  é a seguinte: achei o enredo  um tanto mediano, a meu ver ele não carrega muita inovação na sua estética, onde segue um padrão tipicamente clichê  do gênero de ação, com os elementos próprios para este estilo de filme. Como as tensões provocadas pelos tiroteios, as perseguições, os sequestros e as lutas corporais. Não tem quem ao assistir o filme e ainda por cima sendo estrelado por Schwarzenegger, e  observe alguma semelhança desse recente filme com outros de ação que ele estrelou. 








No entanto, todas as tensões provocadas por estes carregados  elementos clichês que eu citei acima nos quais a trama foi construida, também é medido com pitadas de humor, como os provocados pelo pessoal  reduzido de Ray Owens e como havia  citado no inicio, eles roubam as cenas provocando muita risada com a construção de criativos dialogos com piadas bem bestinhas e proporcionam mais leveza ao filme até mesmo quando estes aparecem nas tensas cenas de tiroteios com o bando de Cortez. 





Assim posso descrever que com essa estética clichê, o filme mesmo não sendo inovador ele é ótimo para puramente entreter. E posso acrescentar a respeito das tensões provocadas pelas  cenas de perseguição e tiroteio foi muita bem feita de uma maneira a não exagerar tanto em licenças poéticas, coisas que filmes desse calibre fazem muito. E para terminar, não poderia deixar de colocar a minha surpresa e o meu elogio quanto ao bom empenho do brasileiro Rodrigo Santoro nesse filme. Eu nunca fui muito de apreciar o trabalho dele mesmo quando estrelava novelas globais, mas nesse ele se superou. Para ele que 10 anos atrás deu seus primeiros passos hollywoodianos fazendo uma ponta como um motoqueiro mudo em "As Panteras-Detonando"(2003). Nesse filme o papel que ele faz do prisioneiro Frank mostrou um pouco do seu amadurecimento profissional. Mesmo antes de tentar construir lentamente sua carreira hollywoodiana, Santoro deu seus primeiros cinematográficos em produções nacionais como em Bicho de Sete Cabeças(2001) onde fez uma elogiosa interpretação de Wilson Souza Neto um jovem  que foi internado equivocadamente  numa clinica psiquiatrica a mando dos seus país depois que estes encontraram um suposto cigarro de maconha dentro de seu casaco. Aquela história  tinha sido inspirado na história veridica de Austregésilo Carrano Bueno(1957-2008). Seguido de outro também elogiado filme nacional Abril Despedaçado(2001) e fazendo a drag queen Lady Di em Carandiru(2003). E depois dessa pequena experiência em As Panteras-Detonando, Santoro passaria a se revezar entre cinema nacional e hollywoodiano. E posso assim eleger, que esse dos poucos hollywoodianos estrelado por ele  nos quais pude conferir. Este foi o melhor filme onde ele soube desempenhar um bom papel.


E para concluir: o filme como bem fui descrevendo ele segue elementos padrões dos filmes de ação sem inovar em muita coisa, o enredo foi construido de uma maneira a puramente  entreter com a dosagem e alternancias  entre as  tensões dos tiroteios com o humor provocado pela turma do Ray Owens. E sendo a trama puramente para entreter, quem assisti não vai precisar quebrar a cabeça para tentar compreender qual a mensagem inteligente  passada no filme. No mais, assim para quem busca assistir um filme só para se divertir comendo pipoca, esse sim eu recomendo.
Todos os ingredientes que o filme carrega, eu poderia assim descrever que pessoalmente eu o assistiria novamente  quando for lançado em DVD ou talvez Blu-Ray para ter em minha coleção de filme para assistir sempre que quiser ou quem sabe quando ele chegar a passar em algum canal aberto ou fechado. Bom é isso.










segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CINE RETRÔ 2012

2013 chegou e o mundo não por isso vamos conferir a minha seleção dos melhores filmes lançados em 2012 que eu pude conferir. 

Obs: Esta postagem não é nova, mas como sem querer apaguei. Acabei fazendo de novo com algums modificações. Mas pelo menos confiram.























NA ESTRADA

















Ótimo road movie dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Inspirado no romance de Jack Kerouack(1922-1969). Nesse filme podemos conhecer atravês das aventuras sem noção de Sal e Dean como era a visão de mundo dos beatnicks. O grupo responsável por causar uma grande revolução cultural no mundo pós-Segunda Guerra Mundial. O filme mostrou um bom aspecto visual dos diferentes panoramas das estradas norte-americanas. E com umas cenas picantes de Kristen Stewart. 








O ARTISTA

 





















Belissímo filme de arte mostrando a história da transição do cinema mudo para o falado da maneira como era e utilizando a película em preto e branco e mostrando como um Valentin que aderiu a essa nova tendencia caiu em desgraça e teve a ajuda de Peppy Miller para lhe estender a mão. Com a ótima direção de Michel Hazanavicius e com a ótima perfomance de Jean Dujardi. Que ambos levaram o Oscar pela atuação e direção.





GONZAGA-DE PAI PRA FILHO























Lindo e emocionante filme contando a trajetória do ícone musical nordestino Luiz Gonzaga(1912-1989). No ano em que ele completaria cem anos. Com a direção de Breno Silveira e roteiro de Patricia Andrade, inspirado no livro Gonzaguinha e Gonzagão-Uma história brasileira de autoria de Regina Echeverria. A trama do filme mostrou passo a passo toda a trajetória de Gonzaga. De sua juventude pobre no interior de Exú/PE onde viveu sua primeira e triste experiência amorosa aos primeiros passos na carreira na então capital federal do Rio de Janeiro onde além de mosrtar ele sendo idolatrado e endeusado Rei do Baião, também mostrou a suas imperfeições como ser humano. Principalmente no que diz respeito ao  relacionamento conturbado que ele manteve com Gonzaguinha(1945-1991). Seu pródigo e talentoso filho cantor. Os três atores que se revezam no papel de Gonzagão em diferentes fases da vida ficaram ótimos, além das pontas de alguns rostos conhecidos de novelas globais, mas quem ficou melhor na minha opinião foi Julio Andrade caracterizado como Gonzaguinha em seu apogeu artistico e mostrando um bom empenho convincente das nuance do cantor.





OS MERCENÁRIOS 2























Com  um elenco de peso de astros da velha guarda dos filmes de ação desde Sylvester Stalone, Bruce Willis, SchwarzeneggerChucky Norris, Van Damme e juntando aos da nova safra como Jason Staham, Jet Li, Mickey Rourke entre outros. Essa sequência teve uma trama que algusn criticos consideraram fraquinha, sem muita  muita novidade, seguiu velhos elementos clichês dos filmes de ação. Mas pelo menos ele valeu a pena ser conferido com esses caras reunidos e muito adrenalina, pancadaria e tiroteio já foi o suficiente para entreter.





O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

 










O mais novo filme do aracnideo, no ano em que ele completou 50 anos de sua primeira publicação. Com uma história completamente repaginada. Onde a gente conheceu um pouco de caracteristicas ocultas do herói. Com a direção de Marc Webb no lugar de Sam Raimi. Andrew Garfield no posto de protagonista no lugar de Tobey Maguire. E desta vez quem assumiu de namoradinha do aranha é Gwen Stacy, vivida por Emma Stone. Num ótimo filme com uma trama bem envolvente e com os traços do vilão Lagarto de arrepiar. Só resta saber se futuramente haverá outras sequências. Para criar uma nova franquia cinematográfica.

 

 

 

007-OPERAÇÃO SKYFALL

 

 










O mais recente filme de James Bond, lançado especialmente no ano em que ele completou 50 anos desde seu primeiro lançamento em 007-O Satãnico Dr. No(1962). Bond mostrou que está em boa forma para manter o mesmo pique para enfrentar gente barra pesada com as maiores intrigas e os planos mais mirabolantes possiveis. Nesse filme a gente conheceu pela primeira vez a futura secretária Moneypenny. E desta vez a missão para enfrentar os ex-agetne do MI6 Raoul Silva, que envolverá um segredo do passado de OO7. Incrementado a bela voz de Adelle cantando a música de abertura, que visualmente ficou show de bola. James Bond  desejo sinceramente que você chegue aos 60, 70,80, 90 ou mesmo 100 anos mantendo esse mesmo pique.










BATMAN-O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

 

 







O último filme do Morcego que encerra a bem a sucedida trilogia de Chritopher Nolan que iniciou com Batman Begins(2005) e seguiddo de Batman-O Cavaleiro das Trevas(2008). Conseguindo com a Warner retomasse a idéia de reconstruir uma nova saga cinematográfica do herói depois do fracasso de Batman & Robin(1997). Nesse filme retoma as suas atividades de defender Gotham City de um sujeito completamente desmiolado como Bane. E em paralelo ele também precisa lidar com a Mulher-Gato. Contando com o mesmo elenco de Batman Begins repetindo seus respectivos personagens e acrescentando ao elenco Tom Hardy irreconhecido na máscara de Bane, a francesa Marion Cotilard como a Miranda Tate e Anne Hathaway brilhante e sedutora como a Mulher-Gato. E com a ótima trilha de Hans Zimmer. Com o fim dessa saga de Batman. Só resta saber quando virá um novo filme do herói com uma reformulada e que obtenha o mesmo êxito. Quando irá acontecer? Isso só Deus e a  Warner Bros é que sabem.





OS VINGADORES













O investimento pesado da Paramount para fazer o filme de heróis coletivos da Marvel. Que começou bem devagarziho com os filmes solos do Homem de Ferro(2008), O Incrivel Hulk(2008), seguido de Homem de Ferro 2(2010) e Thor(2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador(2011). Contando com boa parte do elenco que encarnou os seus respectivos personagens nos filmes solos. Robert Downey Jr. repetindo o papel do debochado e beberrão do Homem de Ferro, Chris Hermsworth como o Deus do Trovão Thor, Chris Evans como o ex-soldado congelado do Capitão América, Samuel L. Jackson como o chefe da S.H.I.E.L.D Nick Fury, Scarlett Johansson como a sensual Viúva Negra, Tom Hiddleston como Loki que depois de aparecer em Thor, reaparece nesse filme para trazer outro caos ao Planeta Terra e desta contando com a colaboração da raça alienigenea dos Chitauri. Acrescentado o elenco Jeremy Renner como o Gavião Arqueiro e Mark Rufallo como o Hulk. Numa trama que conseguiu colocar na sua estética elementos de suspense, tensão e umas pitadas de humor principalemnte na maneira como a equipe quando não estão preocupadas com os perigos do mundo, vivem conflitos de egos, como as boas tiradas do Homem de Ferro com o Capitão América. Seria o começo para uma nova franquia cinematográfica de heróis coletivos da Marvel 12 anos  depois da bem sucedida experíencia dos mutantes em X-Men: O Filme(2000). Levado pela 20th Century Fox.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

RESENHA DE DETONA RALPH























No Domingo, dia 06 de Janeiro, primeiro do ano de 2013. Fui conferir ao longa de animação Detona Ralph.  Pessoalmente gostei muito de conferir a esse filme que me trouxe um pouco de uma certa nostalgia. Principalmente por ser uma animação que mostra a visão humanizada dos inanimados personagens dos videogames se interagindo entre eles fora do ambiente de seus jogos, principalmente quando não são utilizados a noite.  Alguém pode até ver alguma semelhança desse filme com Toy Story. Isso porque "Detona Ralph permite ás figuras de videogames o mesmo que Toy Story proporcionava aos brinquedos: dá a vida a eles, uma história passada, emoções e experiência. Pode-se ver os seres inanimados com outros olhos".* Essa opinião de Alysson Oliveira no site Cineweb, faz realmente muito sentido mesmo porque a animação traz essa atmosfera nostálgica. Ainda trazendo os mais diferentes personagens de games clássicos.  A Disney em sua longa existência perto de completar 90 anos de sua fundação no 16 de Outubro deste ano,  já deu vida aos animais em muitos títulos de longas animados, desde os clássicos como Bambi, 101 Dálmatas, O Rei Leão, Vida de Inseto, Procurando Nemo ou mesmo Ratatoulie, mostrando atravês da expressão de sentimentos humanos a visão deles sobre a maneira dificil deles lidarem com o bicho-homem, e a exemplo de Detona Ralph a seres inanimados como os bonecos de Toy Story ou mesmo as máquinas de Carros. A visão sentimental humana expressando pelo ponto de vista dos videogames pelos próprio videogames, principalmente ao lidarem com as rejeições. 
























O que mais identifiquei no personagem é a maneira como ele faz uma crítica construtiva  a realidade humana, principalmente pelo fato dele representar uma figura social dentro do mundo dos videogames de um ser marginalizado, estigmatizado pela função que foi programado.  Para compreender melhor aqui vai então um resumo da sinopse do filme.















Detona Ralph conta a história de um personagem grandalhão, fortão e todo atrapalhado, criado há 30 anos para um jogo de arcade, ou também podem ser chamados de fliperama. Com a função de ser o destruidor de um edificio num jogo denominado Conserta Felix Jr
Felix Jr. é um sujeito bem baixinho, um nãnico que usa um traje típico de operário e um martelo mágico que dá o poder para ele consertar tudo com uma rapidez incrivel. Ele por ser representado como o vilão do jogo o faz sempre se sentir excluido dentro da vida social dos outros personagens costumam se interagirem principalmente a noite quando o estalecimento fica fechado. É tanto que na hora do descanso enquanto que Felix e maioria dos moradores do prédio que Ralph destroi dormem tranquilamete no conforto. Ele é sempre relegado a dormir no lixão vizinho ao prédio, um lugar muito escuro que não fica visivel dentro do jogo. Sempre que senti assim deprimido Ralph vai para uma consulta terapeutica em grupo denominada Vilões Anõnimos onde se reunem muito dos grandes vilões do jogos clássicos como  Bison de Street Figther, os Nijas de Mortal Combat, Bowser Koopa de Super Mario, Robotinik do Sonic e o fantasma Galaxians de Pac-Man entre vários dos que eu tive a oportunidade de jogar no meu antigo aparelho de SuperNintendo do qual eu vivia jogando muito ao lado dos meus primos quando criança.











É nessa sessão terapeutica junto com os vilões de outros jogos que Detona Ralph vai desabafar o seu incomodo e o seu cansaço de sempre pertencer a essa condição. E sonha querer mudar para virar bonzinho, o herói. Esse seu incomodo de ser estigmatizado como o vilão chega ao estopim   no momento em que ele observa no prédio onde costuma destruir, Felix Jr. e a maioria dos moradores se juntam tendo Pac-Man como convidado para lembrar os 30 anos de seu surgimento. E Ralph ficando incomodado por não ter sido convidado  resolve aparecer como penetra onde causa o maior estrago. E nessa situação ele resolve fugir atravês dos cabos de conexão que o faz entrar em um jogo de guerra chamado Missão de Herói, é nele que Ralph vê a oportunidade de virar um herói.















Nesse jogo onde ele entra como recruta do exército comandado por uma mulher durona como a Sargento Calhoun, que por trás daquele jeito frio e mandona  esondia-se uma mulher sensilvelmente  sentimental, que adquiriu aquele tipo de comportamento depois que no dia de seu casamento com um Sargento da Corporação os seres aliegineas  em forma de insetos chamados de Insetrônicos do jogo dela apareceram para matá-lo e desde então ela resolveu se focar na missão de destrui-los para além de vingar a morte do seu  ser amado que eletiraram a vida, também precisará impedir que eles continuem se reproduzindo e se multiplicando para não trazer tanto caos e desequilibrio  ao mundo do seu  jogo.

















Ralph na malandragem consegui chegar até a torre dos Insetrônicos e consegue pegar a medalha de herói. Mas acontece que não demoraria muito para ele  entrar numa nave e levar como desagradavel companhia  o ovo do Insetrõnico, e o leva para outro jogo chamado Corrida Doce. Um lugar que com certeza qualquer criança sonha estar porque todo o universo panorãmico   é feito das mais diversas guloseimas. Se para uma criança estar ali seria um sonho, para Ralph aquilo ali era um pesadelo mesmo porque ele não gostava de doces, principalmente chocolate. Ralph nem imagina que essa sua tentativa de bancar o herói em outro ambiente de videogame traria situações catastroficas, e principalmente que ao sentirem sua ausência no Jogo de Conserta Felix Jr. ameaçaria a morte do jogo. Enquanto Ralph fica preso no Corrida Doce, a procura da medalha do jogo Missão de Herói que ele acidentalmente levou junto com o Insetrõnico, que vai se reproduzindo para logo em seguida causar destruição nesse ambiente que ele invadiu, sendo sem querer o responsável pela catástrofe em outro jogo. E que será raptada por Vannelope, uma meninninha muito travessa e espertinha, que vai querer essa medalha como ponto para poder participar da corrida. Enquanto ele fica preocupado em recuperar essa medalha no Corrida Doce, dentro do ambiente do Conserta Felix Jr. assim que é ligado e uma criança bota a moeda para iniciar o jogo ocorre um fato estranho, Ralph não aparece, e muitos dos moradores do edificio e o próprio Felix começam a ficarem preocupados, porque sem ele para causar a destruição nas janelas do edificio, o jogo perderia o sentido para Felix Jr. poder reconstruir. É nesse momento que acontece a situação  mais triste, pois é quando os jogos passam a mostrar sinais  de defeitos,  o dono do estabelecimento resolve pregar um papel com o desenho de um fliperama com um termômetro na boca simbolizando que ele já está acabado, inutilizado, vai para manutenção ou simplesmente morto, descartado. E quando ocorre este de tipo de situação para os personagens do videogame, isso se torna um pesadelo, porque  com fliperama deles  virando sucata  eles acabam por perderem os seus lares, os seus espaços sociais. E com isso eles acabam  indo pararem como mendigos no metrõ onde eles todos se interagem quando estão em descanso, como é bem mostrado numa cena quando Ralph passando por ali, lhes  dando uma fruta para alimentá-los.

E Felix Jr. temendo por terminar tendo o mesmo destino de outros persongens que foram seus contemporãneos tendo uma espécie aposentadoria forçada pelos mais diferentes motivos, desde falhas mecãnicas até mesmo quando foram substituido pela novas tendências. Resolve não perder tempo, chegando aos 30 e virar um aposentado por invalidez isso é algo que ele não planeja mas de jeito nenhum. 




















Enquanto Felix Jr. começa sua odisséia em busca de Ralph, contando com a colaboração da Sargento Calhoun do jogo Missão de Herói que vai entrar no Corrida Doce para procurar o hospedeiro do Insentrõnico que Ralph levou junto na nave para aquele lugar. 
É nesse momento que quando Felix Jr. ao vê-la pela primeira vez, nutre uma paixão a primeira vista.
Enquanto isso, Ralph ficando mais preocupado é em pegar de volta sua medalha conquistada na Missão de Herói que lhe  foi tirado por Vanellope  cujo principal motivo era porque com aquele objeto ela poderia ser liberada para participar das corridas.

Quando chega na pista de corrida, Vanellope consegue a medalha para ter pontos no jogo e poder disputar a corrida. O problema é que ninguém no jogo quer ela entrando na corrida. O motivo é que Vanellope é um "bug", termo usado para definir um programa que vive dando defeito. E é por pertencer a essa condição que ela é bastante rejeitada dentro do seu próprio jogo. E ao observar Vanellope sofrendo a discriminação de outros participantes do jogo. A mesma sensação que ele passa no seu jogo. Resolve então dá um grande reforço para ela conseguir esse objetivo. E ao saber essa determinação de Vanellope para participar de qualquer jeito do jogo. Mesmo o Rei Doce, um sujeito excentrico, mas nada bonzinho, não permitindo ela estará mesmo disposta a participar.  Ao saber desse fato, o Rei Doce  resolve pegar  em lugar secreto onde só ele tem acesso pegar a medalha que tanto Ralpn deseja para assim convencê-lo a fazer intriga com Vanellope. O que acaba surtindo o efeito que ele queria. Vanellope passa a odiar Ralph, no momento em que este orientado pelo Rei Doce tenta convencê-la a não participar da corrida porque se não com a participação dela a máquina do fliperama seria desativado e com isso ela terminaria presa naquela máquina.  É quando volta ao ambiente do seu jogo, e vê o local abandonado, é que se dá conta da burrice que fez em tentar agir como bonzinho fora do seu jogo e que ele tinha importãncia porque com a destruição que ele causava nas janelas do edificio era o que motivava a sobrevivência dele por tanto tempo e sem presença dele que sentido  o jogo teria, e acabaria  terminando no ostracismo como a exemplo dos outros jogos de videogames.

Para não acabar assim, Ralph resolve voltar para o Corrida Doce e investigar por quais razões só Vanellope tinha virado um bug. Ele resolve pedir informações ao Guarda Verde, um sujeito redondo em forma de chiclete para saber como Vanellope tinha se transformado assim. A única coisa que o Guarda Verde sabe lhe informar é que foi o próprio Rei Doce que a reprogramou para ser dessa maneira, agora pois quais razões isso ele não sabia responder. Mesmo sendo ameaçado de ser engolido pelo Ralph. Ele não sabia de muita coisa porque os dados das memórias de todos os habitantes do jogo foram guardados num baú. Nesse momento Ralph precisará correr contra o tempo, já que há ameaça do Insetrõnico dentro do Corrida Doce que pode provocar uma imensa destruição no ambiente. E para levantar a auto-estima de Vanellope, Ralph decide ir atrás de Felix que estava preso na cela do castelo do Rei Doce. Pede para reconstruir o carro cheio de doces de Vanellope, que ele ajudou a construir e depois destruiu por causa da intriga do Rei Doce. E assim no momento climax do filme,  para surpresa de muitos irá se descobrir   qual  o segredo  do Rei Doce e por qual razão ele tinha para transformar Vanellope num Bug? Não vou entregar essa parte, pois deixarei para quem for conferir tirarem suas próprias conclusões.

 

















E para concluir, assim o que posso colocar sobre a impressão que tive do filme são das melhores. Achei muito bem bolado o enredo, a estética dos traçados no formato 3D mostrando o quanto tradicional estúdio da Walt Disney Animation Sudios mostra a sua boa forma para evoluir em traçados bem maneiros. Como bem descrevi, o que mais  gostei e mais identifiquei no filme foi a maneira de por meio dele explorar essa coisa de num meio em que vivemos a gente sempre ser estigmatizado, ou esterotipado por pertencermos a determinados grupos que impõe cetos tipos de regras comuns impostas e que se a gente não seguir nós somos vistos como seres anormais. Também mostra o outro lado da moeda, principalmente no momento em que quando Ralph  cansado  de ser estigmatizado de vilão e excluido do seu ambiente social  ao resolver abandonar a sua função no jogo para praticar o bem em outros jogos. Não imaginou que esse tipo de atitude seria de algum modo egoista. Porque no momento que ele resolve desaparecer do jogo, que sentido teria para Felix aparecer para reconstruir um edificio intacto e que depende dele destruir para ser construido de novo. Também observei que o tempo todo o filme passa bem a mensagem do quanto o novo pode causar medo em qualquer meio, e nos games isso também pode ser sentido. Do mesmo que qualquer pessoa, em qualquer ambiente quando vê perder seu espaço para a aparição de gente nova, isso é o que também  os games passam do que acontece quando se é descartado ou mesmo negligenciado. Uma maneira inteligente de transmitir por meio dos seres inanimados como os personagens de videogames, os sentimentos humanos do que acontece quando você é descartado ou mesmo como bem transmiti o personagem protagonista Ralph essa coisa de você ser marginalizado por ser criado dessa maneira. No elenco da dublagem americana quem faz a voz do Ralph é John C. Reilly, e na brasileira é de Tiago Abravanel. Quem dubla Vanellope na versão americana  é de Sara Silverman e na brasileira é dublada  por MarimoonJack McBrayer é quem faz a voz do Felix Jr. na versão americana e Rafael Cortez é quem faz na versão brasileira 















Bem posso encerrar aqui aconselhando a assistirem porque vale a pena.









FONTE:
*http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2013/01/estreia-detona-ralph-e-animacao-nostalgica-inspirada-em-videogame.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wreck-It_Ralph
http://cineweb.com.br/filmes/filme.php?id_filme=3926
http://omelete.uol.com.br/wreck-it-ralph/cinema/detona-ralph-critica/